Acervo

Arqueológico

O acervo arqueológico do MA é uma das mais ricas fontes de pesquisa para as histórias e culturas das populações indígenas, quilombolas e sertanejas, sendo a sua preservação e extroversão fundamentais para a educação e cultura brasileiras.

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Mais detalhes

O Museu Antropológico da UFG foi uma das primeiras instituições acadêmicas a desenvolver pesquisas arqueológicas sistemáticas no Brasil Central. Desde a fundação do MA havia a preocupação em compreender a história profunda das populações indígenas a partir da materialidade arqueológica, bem como mapear os sítios arqueológicos inseridos nos territórios tradicionais daquelas populações. A partir de meados da década de 1970, o MA estabeleceu parcerias com instituições como o Museu Paulista e o Instituto Superior de Cultura do Rio de Janeiro que se desdobraram em projetos fundamentais para a produção do conhecimento arqueológico e a formação de pesquisadores na região. 

Desde então as atividades de pesquisa, ensino e difusão do patrimônio arqueológico foram intensificadas no MA resultando na estruturação do Laboratório de Arqueologia e nas Reservas Técnicas de Arqueologia I ( Salas Judite Ivanir Breda) e II ( Sala Margarida Andreatta), que abrigam um acervo de aproximadamente 200 mil peças arqueológicas provenientes de 477 sítios dos Estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Rio de Janeiro. Esse patrimônio abarca sítios de diferentes culturas arqueológicas — relacionadas a grupos indígenas dos troncos linguísticos Tupi e Jê-Bororo, por exemplo — com datações radiocarbônicas que recuam ao início do Holoceno. Nesse sentido, as coleções arqueológicas registram histórias dos ameríndios que estão na região muito antes da chegada dos europeus e também de grupos afro-brasileiros e imigrantes que participaram dos processos de ocupação durante o período colonial, atravessando um espectro de mais de 10.000 anos!