-
Dilamar Candida Martins
- Voltar
-
-
Projeto Anhanguera de Arqueologia de Goiás - Sítio Bonsucesso -
Projeto Anhanguera de Arqueologia de Goiás -
Sítio Bonsucesso -
Projeto Anhanguera de Arqueologia de Goiás -
Projeto Anhanguera de Arqueologia de Goiás -
Projeto Anhanguera de Arqueologia de Goiás -
Inauguração LabArq -
Projeto de Salvamento Arqueológico Pré-Histórico da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa - PA-SALV-SM -
GO-Ni.217, Sítio Abrigo Tuvira -
GO-Ni.217, Sítio Abrigo Tuvira -
GO-Ni.217, Sítio Abrigo Tuvira -
GO-Ni.217, Sítio Abrigo Tuvira -
Projeto de Salvamento Arqueológico Pré-Histórico da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa - PA-SALV-SM -
Projeto de Salvamento Arqueológico Pré-Histórico da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa - PA-SALV-SM -
GO-Ni.217, Sítio Abrigo Tuvira -
Projeto de Salvamento Arqueológico Pré-Histórico da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa - PA-SALV-SM -
Projeto de Salvamento Arqueológico Pré-Histórico da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa - PA-SALV-SM -
Ação Educativa - Exposição itinerante -
Ação educativa -
Ação educativa -
Ação Educativa - Curso de formação de professores -
Reserva Técnica Arqueológica - 2022
Metadados
Miniatura
Apresentando...
Dilamar Candida Martins
Sobre
Era uma sexta-feira chuvosa, em Goiânia, quando a Profa. Dilamar Candida Martins me recebeu em sua casa. Na sala, decorada com objetos de arte indígena e cultura popular, nos sentamos à mesa para conversar e revisitar sua história, uma longa jornada vivida em uma relação produtiva e afetuosa com o Museu Antropológico (MA/UFG).
Dilamar Candida Martins nasceu em 01 de abril de 1956, em Mairipotaba/GO, mudando-se para Jussara/GO ainda criança. Em 1977, ingressou no curso de Letras Vernáculas da Universidade Federal de Goiás, migrando, pouco depois, para o curso de Ciências Sociais, ambos do então Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL/UFG). Em 1983, passou a integrar o corpo docente do Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais (FCS/UFG), ocupando a vaga deixada pelo Prof. Acary de Passos Oliveira, após a sua aposentadoria.
A aproximação com o MA/UFG se deu pelas mãos de duas de suas professoras, mestras da vida, como diz Dilamar. Edna Luísa de Melo Taveira e Judite Ivanir Breda atuavam, ativamente, no processo de consolidação e crescimento do MA/UFG, que havia sido criado em 1969. Atendendo a um convite feito pela Profa. Judite, Dilamar passou a fazer parte, como estagiária, do Projeto Anhanguera de Arqueologia de Goiás (UFG/USP), participando, em 1977, da campanha de campo realizada no Sítio Bonsucesso (GO-RV.2), em Nazário/GO. Foi a porta de entrada para o universo da Arqueologia e o início de uma trajetória profissional de destaque neste campo do conhecimento.
Dilamar participou de momentos significativos do MA/UFG, como a mudança de sedes, a realização de cursos de especialização e aperfeiçoamento, ações educativas, exposições de curta e longa duração, coordenação de projetos de pesquisa, entre outros. Após anos de trabalho no Laboratório de Arqueologia, protagonizou uma profunda reconfiguração do Setor com a realização de projetos de Arqueologia por contrato, o que impôs uma série de desafios pessoais, profissionais e institucionais. Dentre estes, destacam-se as normativas para prestação de serviços e parcerias entre a iniciativa privada e a Universidade, experiência pioneira na UFG. Neste contexto, em 1995, criou o LabArq (Laboratório de Arqueologia/MA/UFG). Impulsionado pelo Projeto de Salvamento Arqueológico Pré-Histórico da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa (PA-SALV-SM), o LabArq, rapidamente, com muito empenho e recursos, se consolidou como referência nacional no desenvolvimento de pesquisas e no tratamento técnico de coleções arqueológicas. Sob a condução firme, inteligente e dinâmica da Profa. Dilamar, o LabArq contribuiu para o investimento em outros setores do MA/UFG, para a formação de profissionais e para a construção de uma rigorosa política de gestão de acervos arqueológicos, sobretudo a partir da organização e aparelhamento das reservas técnicas.
Além das contribuições específicas do âmbito da Arqueologia, Profa. Dilamar foi diretora do MA/UFG por duas gestões (2002-2005 e 2014-2018), quando foi fundamental para a realização de ações marcantes da história do Museu, respectivamente, a concepção e montagem da exposição “Lavras e Louvores” e a elaboração de instrumentos normativos, como o primeiro Plano Museológico do Museu, a atualização do Regimento Interno e o Manual de Gerenciamento de Acervos e Uso de Espaços.
Dilamar dedicou sua última publicação ao próprio Museu, idealizou a Coleção Memórias e Acervos, onde sintetizou a história do Órgão e de seus acervos etnográfico e arqueológico. Dividiu o volume inicial com sua mestra, Edna Luísa de Melo Taveira, em um ato de respeito e reconhecimento.
Entrevistar a Profa. Dilamar Candida Martins não foi uma tarefa fácil, visto que mais de 40 anos não cabem em algumas horas, ainda mais quando se trata de alguém com uma vivência tão diversa, uma memória tão aguçada e uma capacidade única de revisitar trajetórias, pessoas e projetos com a mesma nitidez com que os viveu. Entre fragmentos lembrados, afetos reencontrados e histórias que permanecem vivas, esta conversa revela o fio que costura sua presença no Museu Antropológico: a proeficiência e a firmeza de quem construiu, ao longo de décadas, não apenas pesquisas, espaços e coleções, mas também vínculos, posicionamentos éticos e um sentido profundo de pertença institucional. Este é, portanto, um registro que acolhe sua voz, sua caminhada e a marca indelével que deixou na história do MA/UFG. Recentemente, ao falar sobre Edna Taveira, Dilamar disse que ela não havia vindo ao mundo à passeio, mas à serviço. Com liberdade e pautada pela observação de ter convivido com ela em sua última gestão no MA/UFG, me aproprio dessa frase. Igualmente, Dilamar veio à serviço, e o realizou com seriedade e eficiência, reproduzindo a marca de suas mestras: a competência e o profissionalismo de Edna, a versatilidade e o entusiasmo de Judite. Assim é Dilamar Candida Martins, a quem agradecemos a generosa entrevista e o legado deixado para o MA/UFG.
Observações
A entrevista foi dividida em três partes. A primeira delas aborda o início da relação com o MA/UFG, a aproximação com a Arqueologia e a consolidação profissional. Além disso, trata de projetos desenvolvidos, desafios, parceiros e da criação do LabArq, passando por pontos emblemáticos da história do MA/UFG, como as mudanças de sede e suas equipes de trabalho.
A segunda parte transita sobre as ações educativas realizadas junto aos projetos de arqueologia, outras parcerias, destaca acervos e propõe novas possibilidades de estudo.
Finalmente, a terceira parte traz um relato sensível e profundo sobre suas grandes influências, contribuições e reflexões sobre a Arqueologia.
Para legendas, utilizar o CC disponível.
Entrevista - Outras partes
Referências
MARTINS, Dilamar Candida. Arqueologia da Serra da Mesa: planejamento, gestão e resultados de um projeto de salvamento arqueológico. 1999. Tese (Doutorado em Arqueologia) — Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999.
MARTINS, Dilamar Candida. Análise tecnotipológica de indústrias líticas de Planaltina de Goiás. 1993. Dissertação (Mestrado em Arqueologia) — Universidade de São Paulo, São Paulo, 1993.
MARTINS, Dilamar Candida; TAVEIRA, Edna Luísa de Melo. Museu Antropológico: uma viagem pelo tempo e no realce da memória de seu percurso. Goiânia: Gráfica UFG, 2017
MARTINS, D. C. ; BUCCI. R. L. F ; BRAGGIO, S. L. B. . Carta Arqueológica: divisão regional para o registro e cadastramento de sítios arqueológicos do estado de Goiás. 1. ed. Erechim/SC: Habilis Editora, 2009. v. 1. 62p
MARTINS, Dilamar Candida; VAZ, Ludimília J. de M.; OLIVEIRA, Tatyana B. de; OLIVEIRA, Weylla B. de. Educação patrimonial e arqueologia: atravessando tempos e fronteiras espaciais. Goiânia: Museu Antropológico/UFG, 2011.
MARTINS, Dilamar Candida . A arqueologia de Serra da Mesa. Revista do Museu Antropológico , Goiânia/GO, v. 8, n.1, p. 85-118, 2005.
Entrevistador
Ana Cristina de Menezes Santoro
Local da entrevista
Goiânia
Data da entrevista
5 de dezembro de 2025
Responsável
Ana Cristina Santoro























