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Papagaio
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Imagem 1. Atividades de resgate arqueológico -
Imagem 2. Trincheira 1 -
Imagem 3. Localização do sítio Papagaio -
Imagem 4. Conjunto Cerâmico do sítio Papagaio
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Papagaio
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Terceira Região Arqueológica da Área Paranaíba (GO-Ca. - Catalão)
Zona Arqueológica
Ca.f
Estado
Município
Georreferenciamento
E 772.069m N 8.194.003m
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
O sítio Papagaio, situa-se na margem esquerda do Córrego Nove Capões, afluente da margem direita
do Rio das Antas.
Geologicamente a área compõe o macro compartimento do Complexo Goiano e Grupo Araxá, com evidências litológicas da Formação Paracatu e Ibiá. A unidade geomorfológica mais representativa corresponde ao compartimento do Planalto do Alto Tocantins. O relevo local/regional, modo geral apresenta formas dissecadas, distribuindo-se de maneira descontínua e fragmentada com morros residuais dispersos e interdigitados com as superfícies rebaixadas, conservados e de topos tabuliformes.
Localmente o sítio apresenta feições de encosta de baixa declividade, com altitude de 833,2m, cuja vertente desce suavemente em direção ao vale do Córrego Nove Capões. Os vestígios cerâmicos foram resgatados na superfície do terreno, a uma distância de 170m da margem esquerda do córrego.
Quanto as feições topomorfológicas, o sítio está localizado em compartimento que corresponde aos parâmetros locacionais para assentamento de comunidades pretéritas, por tratar-se de um local de ambientação adequado para a ocupação humana.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
16.389,38 m²
Descrição do Sítio Arqueológico
O sítio arqueológico foi implantado na hidrografia regional do Rio Corumbá, a céu-aberto, na geologia regional do
Complexo Goiano. O local, situado acerca de 43,2m sobre o nível de base local, caracteriza-se por relevo em patamar de pedimentação correspondente ao aplainamento geral da borda de chapada que tipifica o relevo regional. A área de implantação do sítio, à época da pesquisa, era aproveitada para o plantio de soja. A reutilização do terreno para a agricultura em larga escala diminuiu as perspectivas da pesquisa, na medida em que acentuou a fragmentação irregular dos testemunhos e, ao mesmo tempo, a potencialidade de obtenção de informações arqueológicas. O sítio, classificado como lito-cerâmico, apresentou-se mal conservado, devido à mecanização praticada com arado, grade e outros equipamentos agrícolas. As estruturas identificadas internamente no sítio foram: concentração de material arqueológico e fragmentos dispersos, de forma deslocada das concentrações, de material cerâmico. O sítio situado acerca de 42km de distância da sede do município – Silvânia – foi indicado para a aplicação da etapa de prospecção, com intervenções de pequeno porte. tais como: coleta de superfície; abertura de sondagens e de trincheiras; registro fotovideográfico; elaboração de relatórios técnicos referentes às disciplinas afins (geoarqueologia e ecologia) e, levantamento topográfico da área core do sítio e do contexto de ambientação do registro arqueológico.
Categoria
Pré-colonial | Unicomponencial | Cerâmico
Sítios relacionados
Física:
GO-Ca.82 – Sítio Chodó – 0,56Km de distância; e GO-Ca.83 – Sítio Gavião – 1,04Km de distância, ambos implantados à margem direita do Córrego Nove Capões, afluente do Rio das Antas que deságua no Rio Corumbá.
Cultural:
GO-Ca.57 – Sítio Caracará;
GO-Ca.64 – Sítio Três Potes;
GO-Ca.69 – Sítio Rolinha;
GO-Ca.72 – Sítio Perdiz;
GO-Ca.73 – Sítio Jaó;
GO-Ca.74 – Sítio Pica-pau;
GO-Ca.75 – Sítio Tucano;
GO-Ca.77 – Sítio Colibri;
GO-Ca.80 – Sítio Codorna;
GO-Ca.82 – Sítio Chodó;
GO-Ca.83 – Sítio Gavião;
GO-Ca.86 – Sítio Siriri;
GO-Ca.87 – Sítio Coleirinho;
GO-Ca.88 – Sítio João de Barro;
GO-Ca.89 – Sítio Quero-quero;
GO-Ca.93 – Sítio Curicaca.
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
Na época da pesquisa a área estava sendo ocupada pela atividade agricola-pastoril. O registro arqueológico, a época da pesquisa, foi classificado como sítio mal conservado. O estado de conservação do material, estudado em laboratório, demonstrou o processo de antropização do local. O sítio desapareceu por ocasião da etapa de operação da UHE Corumbá IV, em virtude da sua situação locacional, em área de influência direta (AID) da obra.
Água mais próxima e distância (m)
Córrego Nove Capões (211,45m)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Descrição dos Conjuntos
O material foi obtido por meio de coleta de superfície, uma vez que a subsuperfície do solo, verificada por meio de sondagens e trincheiras, forneceu um único vestígio arqueológico proveniente do nível 1.
O material localizado no sítio corresponde, exclusivamente, a fragmentos de vasos cerâmicos. A análise ressaltou os atributos morfológicos e tecnológicos das peças. Os fragmentos foram classificados em parede, borda e base. A morfologia das paredes indicou o predomínio do perfil convexo em detrimento do côncavo. As bordas apresentaram forma infletida ou direta, tipo simples e lábio arredondado ou apontado. Foi identificado um fragmento de base de curvatura convexa.
As expressões decorativas observadas nos fragmentos correspondem ao engobo nas cores avermelhadas, brunadas e escura e, ao inciso identificado por uma linha paralela à borda, próxima ao lábio.
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
232
Classificação Cultural
Tradição Aratu
Número de Registro
Cerâmica
03.138.001 à 03.138.232
Estado de Conservação
Bom
Descrição de conservação
O material do sítio Papagaio se encontra em sua maior parte possui bom estado de conservação.
Coordenador(a) do Projeto
Profa. Dra. Dilamar Candida MArtins
Pesquisadores (as)
EQUIPE TÉCNICA-CIENTÍFICA DO PROJETO
Bolivar Quirino Martins – Agrimensor/Topógrafo
Cláudia Adriana Bueno da Fonseca – Geógrafa
Cleomar Gomes Nogueira – Servidor Técnico
Dilamar Candida Martins – Arqueóloga
Judite Ivanir Breda – Museóloga
Leôncio Pedrosa Lima – Ecólogo
Loçandra Borges de Moraes – Geógrafa
Ludimilia Justino de Melo Vaz – Esp. em Arqueologia
Marina Alves de Oliveira Marques – Servidora Técnica
Michelle Mendonça Corrêa – Eng. Civil
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno – Eng. Cartógrafo
Paulo Borges Costa – Técnico em Videografia
Rejane Alves de Oliveira – Socióloga
Roberto Luiz Franco Bucci – Geógrafo
Rogério Sales de Andrade – Geógrafo
Rosirene Rodrigues dos Santos – Antropóloga Visual
Rute de Lima Pontim – Arqueóloga Júnior
Sheila Dayan Gomes Beltrão – Secretária Executiva
Bilíngüe
Veter Quirino Martins – Técnico em Fotografia
Weylla Bento de Oliveira – Letras
Estagiários
Fábio Carneiro Lobo – Sensoriamento Remoto
CEFET/GO
Tatyana Beltrão de Oliveira – Turismo
SOES - Faculdades Objetivo
Colaboradores
Arcelino Teixeira Santiago – Graduando Engenharia
Elétrica/UFG
Fernanda Franco Bueno Bucci - Ecóloga
Apoio operacional
Rosalmiro de Almeida – Motorista/UFG
Reinaldo Pereira – Motorista/UFG
Valtuir da Silva Cardoso – Motorista/UFG
Processo SEI IPHAN
Portaria n. 93, de 22 de maio de 2002, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Que dispõe sobre autorização para realização do projeto de levantamento, salvamento e monitoramento arqueológico da UHE Corumbá IV, no Estado de Goiás.
Ano da Pesquisa
2002-2004
Relatório do Projeto de Pesquisa
UHE Corumbá IV: da arqueologia pré-colonial aos dias atuais. Universidade Federal de Goiás / Museu Antropológico / Laboratório de Arqueologia, Goiânia, 2004.
Referências Bibliográficas
MARTINS, D.C. UHE Corumbá IV: da arqueologia pré-colonial aos dias atuais. UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2004.
Registros Fotográficos
Fotos de campo, paisagem e vegetação do sítio, conjuntos tipológicos e peças expositivas.
Objetos com potencial didático e expositivo
Cerâmica: 03.138.204; 03.138.209; 03.138.210; 03.138.214; 03.138.225; 03.138.229 e 03.138.232.
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
2003
Responsável pelo preenchimento
Gustavo Furlaneto Silva





