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Mico-estrela
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PCH TABOCA ARQUEOLOGIA RELATÓRIO FINAL ANEXOS
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Imagem 1. Registro de limpeza superficial da área. -
Imagem 2. Registro de intervenção arqueológica. -
Imagem 3. Registro do subquadriculamento. -
Imagem 4. Registro de testemunho arqueológico. -
Imagem 5. Planta detalhada do sítio. -
Imagem 6. Conjunto Lítico -
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Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Mico-estrela
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Primeira Região Arqueológica da Área Paranaíba (GO-Ja. - Jataí)
Zona Arqueológica
Ja.c
Estado
Município
Georreferenciamento
E: 432.682m e N: 7.954.418m Fuso 22
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
O GO-Ja.119 Sítio Mico-estrela foi identificado na margem esquerda do rio Verde, num contexto geotectônico do Planalto Setentrional da Bacia Sedimentar do Paraná, que se estende por grande parte do Sudoeste Goiano.
Essa unidade geológica intracratônica é preenchida por sedimentos mesocenozóicos, e no contexto deste vasto compartimento ocorrem planaltos com diferentes feições topomorfológicas, entre os quais se destaca o Planalto Rebaixado do Rio Verde, onde o sítio foi georreferenciado.
Geologicamente as rochas que predominam em toda a região são os basaltos da Formação Serra Geral e os arenitos da Formação Botucatu. Os basaltos, quando sãos, apresentam cor marro e preta, e quando intemperizados, apresentam cor que varia entre a nuança cinza-escuro e a avermelhada.
Os arenitos, nas suas variações ou nos silicificados, são de cor avermelhada, e endurecidos pela ação térmica dos derrames de eruptivas. Essas rochas, quando intemperizadas, deram origem a extensos areiões que cobrem as superfícies de aplainamento das unidades planálticas, denominadas chapadas ou chapadões. O arenito silicificado que domina grandes extenções do Sudoeste foi uma matéria-prima relevante para a fabricação dos objetos líticos, principalmente aqueles elaborados pelas populações de caçadores-coletores.
A área pontual do sítio é uma baixa encosta de um alinhamento serrano, com declividade moderada, que baliza a região fazendeira que abriga o sítio arqueológico. Nas imediações do sítio ocorrem, de forma dispersa, afloramentos rochosos, manchas de pavimento detrítico e blocos de arenito de tamanhos variados.
O solo presente na área do sítio e nas suas adjacências é o Latossolo-Roxo-Distrófico, compacto, profundo, sem níveis estratigráficos definidos, argilossiltoarenoso, com granulometria variando entre fina a muito fina.
O contexto apresentado, associado aos recursos hídricos, da flora, faunísticos, relativos à ictiofauna, entre outros, deve ter influenciado de algum modo, a permanência das populações pretéritas na área.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
≈2660m²
Descrição do Sítio Arqueológico
O sítio caracteriza-se como um registro arqueológico pré-colonial, cujos testemunhos comprovam que a utilização do local deveu-se à presença de populações humanas de caçadores-coletores, detentoras da técnica de produção de objetos líticos. O lugar selecionado para a fixação do sítio arqueológico corresponde a um contexto ambiental com aspectos de baixa encosta, de um relevo suave ondulado, integrante de uma ampla superfície de aplainamento delimitada por um alinhamento serrano. O material arqueológico foi identificado na superfície do terraço superior do rio Verde. Nessa área foram aplicadas intervenções técnicas que caracterizam a prospecção e a escavação arqueológicas.
Categoria
Lítico | Unicomponencial | Pré-colonial
Sítios relacionados
Sítios Cobra-coral (GO-Ja.112) e Raposinha (GO-Ja.114).
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
Propriedade privada, Fazenda Divisa.
Água mais próxima e distância (m)
Rio Verde (≈24m)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Cadastramento | Coleta de superfície assistemática | Escavação de Quadras | Quadriculamento | Sondagem
Descrição dos Conjuntos
O acervo arqueológico do GO-Ja.119 Sítio Mico-estrela compreende um conjunto de 1.218 objetos líticos. Incorpora ainda um bloco de arenito silicificado, com sinais de retirada de lascas. Esse objeto lítico corresponde a uma massa inicial preparada para o lascamento e retirada de objetos. Estando distribuídos em:
Detrito - 45;
Fragmento - 283;
Bloco - 8;
Núcleo - 27;
Lasca - 442;
Lasca de descortiçamento - 48;
Lasca utilizada - 231;
Bloco utilizado - 40;
Reentrância - 46;
Faca - 15;
Raspador - 3;
Furador - 19;
Talhador - 9;
Plaina - 1;
Artefato incipiente - 1.
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Lítico
1218
Classificação Cultural
Sem classificação cultural determinada
Fases
Não se aplica.
Informações Etnográficas/Arqueológicas
O material arqueológico foi identificado na superfície e na subsuperfície do terreno, no terraço superior do rio Verde.
As atividades práticas da Arqueologia foram subsidiadas por um arcabouço teórico e por técnicas que caracterizam a prospecção e a escavação arqueológicas.
A identificação dos testemunhos pretéritos foi efetuada primeiramente pela observação visual. A evidenciação dos vestígios demandou a escavação em níveis naturais. Alguns objetos se situavam nas proximidades, no contexto próximo do sítio.
O espaço definido para a prática da escavação foi preparado para a escavação e coleta de testemunhos após a limpeza superficial.
O quadriculamento geral do GO-Ja. 119 Sítio Mico-estrela foi efetivado com o objetivo de remarcar a espacidade da área de ocupação pretérita. A área quadriculada totalizou 55m de comprimento, na direção norte/sul, e 35m de largura, na direção leste/oeste.
O subquadriculamento da Área de Escavação 1 foi realizado de 1 em 1m, a fim de garantir-se o posicionamento detalhado dos testemunhos distribuídos no espaço de 8m².
Os objetos líticos registrados fora da AE1, em quatorze pontos de ocorrência, foram posicionaddos com o auxílio de um receptor de satélite (GPS - Sistema de Posicionamento Global), e posteriormente coletados.
A decapagem foi realizada na área de concentração dos objetos líticos, sugerindo-se o aproveitamento desse espaço para o processamento da matéria-prima e sua transformação em instrumentos utilitários.
Datações
Não foram realizadas datações do material.
Número de Registro
Lítico
11.235.001 a 11.235.1218
Estado de Conservação
Bom
Descrição de conservação
As alterações naturais e antrópicas verificadas no local de instalação do sítio arqueológico não foram suficientes para retirar do lugar de origem os objetos, pelo menos aqueles evidenciados na subsuperfície do solo. O estado de conservação da coleção foi classificado como bom em sua maioria.
Coordenador(a) do Projeto
Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
Bolivar Quirino Martins – Agrimensor/Topógrafo
Dilamar Candida Martins – Arqueóloga
Ludimília Justino de Melo Vaz – Mestre em Cultura Visual ‐ Técnica em Arqueologia
Paulo Borges Costa – Técnico em Videografia
Roberto Luiz Franco Bucci – Geógrafo
Sheila Dayan Gomes Beltrão – Gerente de Projetos
Tatyana Beltrão de Oliveira – Turismóloga
Veter Quirino – Técnico em Fotografia
Weylla Bento de Oliveira – Especialista em Gestão Ambiental ‐ Técnica em Arqueologia
Luiz Henrique Albernaz Sirico – doutorando em Arqueologia (Pós‐Graduação em Arqueologia ‐ MAE/USP)
Lucas de Oliveira Rodrigues – Ciências Sociais /UFG - Estagiário
Processo SEI IPHAN
n° 01516.001924/2010-66
Ano da Pesquisa
2010-2011
Relatório do Projeto de Pesquisa
Arqueologia na sub-bacia do rio Verde: a Pequena Central Hidrelétrica Taboca (Projeto de Salvamento Arqueológico) e Plano de Educação Patrimonial (Relatório Conclusivo). Universidade Federal de Goiás/Museu Antropológico/Laboratório de Arqueologia, 2011.
Referências Bibliográficas
MARTINS, D. C. Arqueologia na sub-bacia do rio Verde: a Pequena Central Hidrelétrica Taboca (Projeto de Salvamento Arqueológico) e Plano de Educação Patrimonial (Relatório Conclusivo). UFG/MA/LabArq, Goiânia/GO, 2011.
Registros Fotográficos
Fotos dos conjuntos tipológicos.
Objetos com potencial didático e expositivo
Conjunto Lítico: 11.235.142; 11.235.149 e 11.235.150.
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
2011
Responsável pelo preenchimento
Ian Paixão







