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Jequitibá
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Imagem 1. Ponta de flecha e lesmas -
Imagem 2. Pontas de fechas -
Imagem 3. Pontas de flechas de quartzo hialino -
Imagem 4. Imagem do levantamento planialtimétrico com estação total -
Imagem 5. Imagem da coleta de amostras sedimentológicas para datação -
Imagem 6. Paisagem do sítio -
Imagem 7. Paisagens do sítio -
Imagem 8. Mapa do sítio -
Imagem 9. Croqui do sítio -
Imagem 10. Imagem aérea -
Imagem 11. Imagem da divisão do sítio -
Imagem 12. Conjunto Cerâmico -
Imagem 13. Conjunto Lítico -
Imagem 14. Conjunto Malacológico -
Imagem 15. Amostra de Estrutura de Combustão
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Jequitibá
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Segunda Região Arqueológica da Área Tocantins (GO-Ni. - Niquelândia)
Zona Arqueológica
Ni.b
Estado
Município
Georreferenciamento
22L 795.858/8.467.088
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
O Sítio Jequitibá localiza-se na margem direita do Rio Tocantins, numa área formada pelos xistos e quartzitos que compõe o Grupo Serra da Mesa próximo ao contato com o Granito Serra da Mesa de caráter intrusivo. Está em um contexto ambiental caracterizado por dois compartimentos bem definidos: o primeiro, forma uma planície em contato com o baixo terraço e o segundo compartimento é formado por vertente semiabrupta, com o topo alçado mais ou menos 10m do nível de base da planície. O acesso ao local pode ser feito apenas por via fluvial, a partir do Porto de Atracamento localizado à jusante da barragem de Serra da Mesa -GO, seguindo pelo Rio Tocantins, a 4 Km.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
33.883,92m2
Descrição do Sítio Arqueológico
Sitio lítico, a céu aberto, situado em relevo colinoso com vertente erodida com “front” voltada para o Rio Tocantins. Sua vegetação é formada pela floresta estacional, Savana (cerrado), mata de galeria alterada, mata ciliar degradada e vegetação antrópica. Presença de material lítico polido e lascado e cerâmico.
Categoria
Multicomponencial | Pré-colonial
Sítios relacionados
GO-Ni.244 Sítio Pindaíba
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
Área indigena com uso atual para garimpo.
Água mais próxima e distância (m)
Rio Tocantins, 5 metros
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Descrição dos Conjuntos
Os fragmentos registrados no compartimento superior estão caracterizados por fragmentos de vasos cerâmicos e por material lítico polido com marcas de uso. Sendo assim, são 18 fragmentos cerâmicos, 834 líticos e 1 malacológico. Os 18 fragmentos cerâmicos estão divididos em bordas e paredes: as paredes representadas por 17 fragmentos foram classificadas em 12 convexas, 1 concava e 1 angular. As outras 3 paredes não foram identificados quanto ao tipo. A borda foi representada por uma peça e apresentou forma direta, tipo simples e lábio arredondado. A cerâmica do Sítio Jequitibá não apresentou decoração.No fragmento de borda identificado no Sítio Jequitibá o diâmetro da boca e a inclinação da parede, não puderam ser medidas. Logo, a reconstituição do vasilhame ficou impossibilitada.
Os materiais presente nos 834 líticos são: 436 quartzito (52,3 %), 240 quartzo hialino (28,8 %), 82 quartzo leitoso (9,8 %), 34 meta-siltito (4,1 %), 19 siltito (2,3 %), 14 anfibolito (1,7 %), 3 gnaisse (0,3 %), 2 argilito (0,2 %), 1 silexito (0,1 %), 1 anfibólio-xisto (0,1 %) e 1 meta-argilito (0,1 %).
O malácológico é um fragmento megalobulinus.
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
18
Lítico
834
Malacológico
1
Classificação Cultural
Sem classificação cultural determinada
Fases
Não identificado
Informações Etnográficas/Arqueológicas
Os grupos humanos que se assentaram no local tiveram,
provavelmente, como área fonte de matéria-prima bancos de argila dos
baixos terraços do Rio Tocantins. Os objetos líticos devem ter sido confeccionados a partir de matéria-prima proveniente de cascalheira e afloramento rochoso que contornam o local. Os seixos do leito do Rio Tocantins devem ter sido aproveitados como complemento de matéria-prima para a produção de objetos líticos e como percutores. O deslocamento dos vestígios arqueológicos, por ação natural e antrópica, prejudicou a identificação da função e da morfologia do assentamento. Todavia, o local deve ter servido, pela pequena quantidade de material, como área de passagem e/ou de acampamento pretérito.
Datações
Observada em corte esquemático hipotético, a secção geoarqueológica do Sítio Jequitibá foi realizada em quatro partes. Assim o Jequitibá I tem datação de 49.500 ± 6.000 anos A.P. Jequitibá II constitui a matriz arqueológica das ocupações mais recentes, com datação posterior a 4.900 ± 780 anos A.P. (cota 329,3m). Uma outra datação do pacote da superfície Jequitibá II, na cota 329,5m, apresentou como resultado 13.800 ± 1.000 anos A.P. Do Jequitibá III foram coletados sedimentos para datação em dois pontos desta superfície, resultando em 19.900 ± 2.000 anos A.P. (cota 324,1m) e 19.200 ± 3.400 A.P. (cota 320,6m). A superfície Jequitibá IV corresponde ao nível de base atual, constituído pelo baixo terraço do Rio Tocantins. Emoldura um pacote de sedimentos arenosos intensamente retrabalhados pelo rio.
Número de Registro
Cerâmica
Cerâmico:00.107.001 a 00.107.018
Lítico
Lítico:00.107.001 a 00.107.834
Malacológico
Malacológico:00.107.001
Estado de Conservação
Ruim
Descrição de conservação
O Sítio Jequitibá foi classificado como sítio mal conservado, com grau de integridade de menos de 25%, ao considerar o processo de comprometimento físico causado, provavelmente, pelos eventos naturais do Rio Tocantins, além de alteração por ação antrópica
Coordenador(a) do Projeto
Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
CONSULTORIA
José Luiz de Morais
Arqueólogo – Museu de Arqueologia e Etnologia/ USP
ARQUEÓLOGA
Dilamar Candida Martins
Departamento de Ciências Sociais/Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia/ Museu Antropológico /UFG
ASSESSORIA CIENTÍFICA
Judite Ivanir Breda
Museóloga – UFG
EDIÇÃO DE TEXTO
Sheila Dayan Gomes Beltrão
Secretária Executiva Bilíngüe – PA-SALV-CB
EDIÇÃO DIGITAL
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno
Engenheiro Cartógrafo – PA-SALV-CB
DIGITAÇÃO
Paulo Borges Costa
Digitador – PA-SALV-CB
Processo SEI IPHAN
Portaria n. 54/99 (Anexo ao contrato no 001/99 - CEM/UFG/MA)
Ano da Pesquisa
1999
Relatório do Projeto de Pesquisa
Projeto de Salvamento Arqueológico da UHE de Cana Brava/GO (PA-SALV-CB)
Referências Bibliográficas
MARTINS, D. C. IV Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2000, p.27
MARTINS, D. C. VII Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2001, p.52
MARTINS, D. C. Relatório Técnico Científico Trimestral do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia,
(outubro/2000), p.108
Registros Fotográficos
Imagem 1. Ponta de flecha e lesmas, Imagem 2. Pontas de fechas, Imagem 3. Pontas de flechas de quartzo hialino, Imagem 4. Imagem do levantamento planialtimétrico com estação total, Imagem 5. Imagem da coleta de amostras sedimentológicas para datação, Imagem 6. Paisagem do sítio, Imagem 7. Paisagens do sítio, Imagem 8. Mapa do sítio, Imagem 9. Croqui do sítio, Imagem 10. Imagem aérea, Imagem 11. Imagem da divisão do sítio.
Objetos com potencial didático e expositivo
Conjunto Cerâmico: 00.107.004; 00.107.005; 00.107.006; 00.107.008 e 00.107.015.
Conjunto Lítico: 00.107.394; 00.107.396; 00.107.399 e 00.107.401.
Conjunto Malacológico: 00.107.001.
Estrutura de combustão: 00.107.19; 00.107.21; e 00.107.22.
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
1999
Responsável pelo preenchimento
Valentina Pessoa
















