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Ipê-amarelo
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Imagem 1. Vista aérea do sítio. -
Imagem 2. Mapa de localização do sítio. -
Imagem 3. Croqui do sítio. -
Imagem 4. Conjunto Cerâmico -
Imagem 5. Conjunto Lítico -
Imagem 6. Conjunto Metal
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Ipê-amarelo
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Segunda Região Arqueológica da Área Tocantins (GO-Ni. - Niquelândia)
Zona Arqueológica
Ni.c
Estado
Município
Georreferenciamento
E: 808.257m N: 8.506.778m Fuso: 22
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
O sítio está localizado na margem direita do Rio Tocantins, onde afloram metassedimentos do Complexo Granítico Granodiorítico do Rio Maranhão, que compõem o substrato rochoso da área.
Nas margens do Rio Tocantins além desses afloramentos de xistos também são encontrados sedimentos psamíticos e pelíticos inconsolidados. Nesses depósitos sedimentares são observados seixos de vários litotipos.
O entorno do sítio é formado por compartimento com feições de pedimentos resultantes do recuo das vertentes produzidos pelos diversos ciclos de erosão desde o final do Pleistoceno até Holoceno.
Esse nível de segmento topo-morfo-estrutural delimita extenso terraço fluvial alçado ao redor de 10m acima do nível de base local, formado por espesso pacote de sedimentos argilo-arenosos, textura fina e cor amarela-esbranquiçada.
São encontrados dois tipos de solo, um associado aos sedimentos do terraço e outro derivado da alteração dos xistos. No terraço o solo é do tipo aluvionar, textura argilo-arenosa, cor cinza-amarelada. Junto aos xistos é observado solo silto-argiloso, cor amarela-avermelhada, pouco profundo, com feições de solo detrítico laterítico. Manchas dispersas de veios de quartzo fragmentado e da rocha matriz evidenciam a ação do intemperismo físico-químico na desintegração da rocha matriz exposta pela ação do escoamento superficial.
A aproximadamente 500metros do sítio, rumo ao norte, ocorre um pequeno córrego e junto às suas margens alguns depósitos de argilas, matéria-prima para fabricação das cerâmicas.
A cobertura vegetal é representada pela mata galeria, atualmente substituída por pastagens e roças de milho e arroz, enquanto que na superfície aplainada a presença marcante do cerradão e cerrado, atualmente utilizados para pecuária extensiva.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
11.828,35m²
Descrição do Sítio Arqueológico
Sítio lito-cerâmico, a céu aberto, classificado quanto ao estado de conservação como destruído, situado em compartimento com topomorfologia com feições de pedimento, resultante do recuo das vertentes, fazendo contato com extenso terraço fluvial e planície de sedimentação. Foram identificadas concentrações de material cerâmico e fragmentos dispersos.
Categoria
Multicomponencial | Pré-colonial | Histórico | Lito-cerâmico
Sítios relacionados
Carapiá GO-Ni.229;
Tucum GO-Ni.242.
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
Submerso, UHE Cana Brava
Água mais próxima e distância (m)
Rio Tocantins (300m)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Coleta de superfície | Corte estratigráfico | Registro | Sondagem
Descrição dos Conjuntos
Cerâmico:
Tipo:
Na análise do material cerâmico do GO-Ni.227 – Sítio Ipê-Amarelo foram identificados 66 fragmentos que foram classificados entre parede, borda e base.
Os testemunhos de parede constam de 62 peças. O estudo morfológico das paredes indicou que os fragmentos convexos apontam a forma esférica para vasos. Os fragmentos côncavos evidenciam a inflexão da borda em relação ao bojo. As paredes convexas representaram um total de 61 fragmentos e uma peça foi identificada como parede côncava.
O Sítio Ipê-amarelo apresentou três testemunhos de borda. Puderam ser classificados quanto à forma, ao tipo e ao lábio. As formas das bordas corresponderam à direta e à infletida. Foram identificadas duas bordas de forma direta e uma de forma infletida. Em relação ao estudo do tipo da borda verificou-se o tipo simples nas três bordas analisadas. Quanto à classificação do lábio, observou-se o tipo arredondado para os três fragmentos.
Um fragmento de base, do tipo convexo, foi identificado no Sítio Ipê-Amarelo.
Técnica:
A técnica empregada para a manufatura dos vestígios foi a roletada, identificada em 40 fragmentos. Segundo Prous (1992) a técnica roletada “consiste na preparação de cilindros de argila, os roletes, que são colocados um em cima do outro; uma pressão dos dedos realiza depois a junção entre cada linha”. Não foi possível a identificação desse atributo em 26 fragmentos, que apresentavam fraturas irregulares, não permitindo a visualização do rolete.
Tempero:
No Sítio Ipê-Amarelo o cariapé foi agregado à argila. Dois fragmentos apresentaram o cariapé associado à argila, correspondendo a 13,16% no universo do sítio.
Composição:
Granulometria da areia:
Ausência de areia - 02
Fina - 16
Média - 41
Grossa - 07
Decoração:
O GO-Ni.227–Sítio Ipê-Amarelo não apresentou peças com decoração.
Queima:
A queima incompleta foi verificada em 53 fragmentos (80,30%). A queima completa ocorreu em 13 fragmentos (19,70%).
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
86
Lítico
9
Metal
1
Classificação Cultural
Não se aplica
Fases
Não se aplica.
Informações Etnográficas/Arqueológicas
O material cerâmico do GO-Ni.227 - Sítio Ipê-Amarelo encontrava-se em superfície, agrupado em pequenas concentrações. Caracteriza-se por partes do bojo de vasos cerâmicos bastante fragmentados. A ação antrópica assim como os fatores naturais foram determinantes para a má conservação e fragmentação irregular do material.
Foi coletado material lítico em superfície, em menor frequência do que o cerâmico. Um machado fragmentado destacou-se entre os demais.
Registrou-se, ainda, um almocafre no contexto do sítio, às margens do Rio Tocantins, configurando uma ocorrência de material arqueológico histórico na área.
Datações
Não houve datação do material coletado.
Número de Registro
Cerâmica
99.085.001 a 99.085.086
Lítico
99.085.001 a 99.085.009
Metal
99.085.001
Estado de Conservação
Regular
Descrição de conservação
O estado de conservação do sítio foi classificado com ruim em sua maioria.
Coordenador(a) do Projeto
Coordenador Geral Prof. Dr. José Luiz Domingues; Coordenadora de campo e laboratório: Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
CONSULTORIA
José Luiz de Morais
Arqueólogo – Museu de Arqueologia e Etnologia/ USP
ARQUEÓLOGA
Dilamar Candida Martins
Departamento de Ciências Sociais/Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia/ Museu Antropológico /UFG
ASSESSORIA CIENTÍFICA
Judite Ivanir Breda
Museóloga – UFG
EDIÇÃO DE TEXTO
Sheila Dayan Gomes Beltrão
Secretária Executiva Bilíngüe – PA-SALV-CB
EDIÇÃO DIGITAL
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno
Engenheiro Cartógrafo – PA-SALV-CB
DIGITAÇÃO
Paulo Borges Costa
Digitador – PA-SALV-CB
Processo SEI IPHAN
Portaria n. 54/99 ( Anexo ao contrato no 001/99 - CEM/UFG/MA).
Ano da Pesquisa
1999 a 2001
Relatório do Projeto de Pesquisa
Relatório Técnico Científico Anual 1999/2000 do PA-SALV-CB
Referências Bibliográficas
MARTINS, D. C. II Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 1999, p.60
MARTINS, D. C. III Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 1999, p.45
MARTINS, D. C. VII Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2001, p.52
MARTINS, D. C. Relatório Técnico Científico Trimestral do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, (outubro/2000), p.108
MARTINS, D. C. Relatório Técnico Científico Anual 1999/2000 do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2000, p.109
Registros Fotográficos
Imagem 1 - Fotografia aérea; 2 - Mapa de Localização; 3 - Croqui; 4 - Conjunto Cerâmico; 5 - Conjunto Lítico; 6 - Conjunto Metal
Objetos com potencial didático e expositivo
Conjunto Cerâmico: 00.085.039; 00.085.040; 00.085.048; 00.085.054 e 00.085.060.
Conjunto Lítico: 00.085.005; 00.085.006; 00.085.007 e 00.085.009.
Conjunto Metal: 00.085.001
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
2000
Responsável pelo preenchimento
Ian Paixão







