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Garça Branca
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Imagem 1. Paisagem da área -
Imagem 2. Vestígios arqueológicos -
Imagem 3. Detalhes de muro de adobe -
Imagem 4. Localização do sítio -
Imagem 5. Conjunto Cerâmico
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Garça Branca
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Terceira Região Arqueológica da Área Paranaíba (GO-Ca. - Catalão)
Zona Arqueológica
Ca.h
Estado
Município
Georreferenciamento
-16.291077134104516, -48.41138794626828
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
O sítio Garça Branca está localizado na margem direita do Córrego São Roque, afluente da margem
direita do Rio Corumbá, em altitude de 819,8m.
O compartimento geológico dominante na região e local do sítio é constituído pelo Complexo Goiano e Grupo Araxá, representados principalmente por rochas metamórficas de diversa natureza litológica, tais como micaxistos, quartzitos, metassiltitos e filitos. A paisagem geomorfológica corresponde ao Planalto do Alto Tocantins-Paranaíba.
A área onde o sítio está implantado tem feições de ampla encosta de superfície pediplanada resultante dos vários ciclos de erosão, com acentuado processo de desnudação e aplainamento pós-Cretáceo. O local apresenta baixa declividade que desce suavemente em direção ao Córrego São Roque. O solo é argilo-arenoso, granulometria de areia fina, profundo, moderadamente permeável, cor avermelhada, podendo-se incluí-lo na classe do Latossolo Vermelho dominante em toda a região. No horizonte superfícial, encontra-se incorporado ao solo material detrito-laterítico (TDdl), fortemente intemperizado e algumas manchas de pavimento detrítico, provenientes da desagregação de lentes de quartzo exumados pela ação do escoamento superficial difuso e disseminados na superfície pelos equipamentos agrícolas no preparo do solo para plantio. A utilização do solo por várias décadas, descaracterizou o horizonte superficial e as estruturas arqueológicas, onde foram resgatados em superfície os fragmentos cerâmicos dispersos na área, podendo-se considerar o sítio como destruído.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
2.559,50 m²
Descrição do Sítio Arqueológico
Sítio arqueológico pré-colonial, de natureza lito-cerâmico, implantado a céu-aberto, classificado como destruído. A
interferência no sítio, de pequeno porte, foi encerrada na etapa de levantamento de campo. O local, alterado por ação antrópica, foi preparado com o uso de equipamento pesado (grade de Roma), visando o plantio de soja. Os testemunhos arqueológicos, em forma de fragmentos, foram localizados em uma faixa situada nas proximidades de uma estrada vicinal. O levantamento sistemático da área, associado à vistoria no contexto próximo, comprovou a ausência de evidências arqueológicas situados fora da área preparada para o cultivo agrícola.
Uma única mancha de mata seca dentro da área de estudo e áreas vizinhas à propriedade foram utilizadas para a reconstituição do cenário fitosociológico no sítio Garça Branca. Para que a considerações e extrapolações das fitofisionomias tivessem níveis confiáveis, foram escolhidos locais de amostragem onde os tipos de solo e
declividade são semelhantes aos da área do Sítio.
As áreas escolhidas com vegetação nativa original, intra e extra-sítio, possuem cobertura vegetal característica do bioma Cerrado onde predominam as fitofisionomias cerradão e mata seca.
Categoria
Cerâmico
Sítios relacionados
Distância Física:
GO-Ca.80 – Sítio Codorna – 0,89Km de distância;
GO-Ca.92 – Sítio Tiziu – 1,56Km de distância;
GO-Ca.93 – Sítio Curicaca – 2,00Km de distância;
GO-Ca.91 - Sítio Acauã – 3,02Km de distância;
GO-Ca.81 – Sítio Fazenda Cervo – 3,65Km de distância;
GO-Ca.78 – Sítio Fazenda Buriti Madeira – 3,86Km de distância.
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
UHE Corumbá IV.
Água mais próxima e distância (m)
Córrego São Roque (618,92m)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Abertura de área de escavação | Coleta de superfície assistemática | Cortes de verificação | Levantamento topográfico | Sondagem
Descrição dos Conjuntos
A cultura material do sítio, representada por testemunhos cerâmicos, demonstrou elementos que caracterizam a chamada Tradição Uru. O estudo do material cerâmico do GO-Ca.79 – Sítio Garça Branca indicou a presença de
vasilhames do tipo prato, confeccionados em base plana e com borda reforçada, utilizando-se como matéria-prima a argila preparada com tempero cariapé. A composição da cultura material associa-se, também, à Tradição Aratu devido à presença de dois fatores: os vasos esféricos reconstituídos e a cerâmica confeccionada por argila composta por alta densidade de areia média ou grossa, observada como o tipo mais comum na composição do material proveniente do sítio arqueológico.
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
89
Classificação Cultural
Tradição Uru
Informações Etnográficas/Arqueológicas
Com base nos estudos das indústrias ceramistas estabelecidas por Schimtz et.al. (1982) para o Centro Oeste, o estudo do sítio Garça Branca assinalou base plana e borda reforçada de prato que apresentaram o tempero cariapé como elementos sinalizadores da Tradição Uru. Os vasos esféricos reconstituídos e a cerâmica mais comum do sítio, têm na composição da argila alta densidade de areia média ou grossa e estão associados à Tradição Aratu (Martins, 2002).
Datações
O material não apresentou bom estado para realização de datação.
Número de Registro
Cerâmica
02.125.001 à 02.125.089
Estado de Conservação
Bom
Descrição de conservação
O material do sítio arquelógico Garça Branca apresntou boa conservação em sua maior parte.
Coordenador(a) do Projeto
Dra. Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
EQUIPE TÉCNICA-CIENTÍFICA DO PROJETO
Bolivar Quirino Martins – Agrimensor/Topógrafo
Cláudia Adriana Bueno da Fonseca – Geógrafa
Cleomar Gomes Nogueira – Servidor Técnico
Dilamar Candida Martins – Arqueóloga
Judite Ivanir Breda – Museóloga
Leôncio Pedrosa Lima – Ecólogo
Loçandra Borges de Moraes – Geógrafa
Ludimilia Justino de Melo Vaz – Esp. em Arqueologia
Marina Alves de Oliveira Marques – Servidora Técnica
Michelle Mendonça Corrêa – Eng. Civil
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno – Eng. Cartógrafo
Paulo Borges Costa – Técnico em Videografia
Rejane Alves de Oliveira – Socióloga
Roberto Luiz Franco Bucci – Geógrafo
Rogério Sales de Andrade – Geógrafo
Rosirene Rodrigues dos Santos – Antropóloga Visual
Rute de Lima Pontim – Arqueóloga Júnior
Sheila Dayan Gomes Beltrão – Secretária Executiva
Bilíngüe
Veter Quirino Martins – Técnico em Fotografia
Weylla Bento de Oliveira – Letras
Fábio Carneiro Lobo – Sensoriamento Remoto
CEFET/GO
Tatyana Beltrão de Oliveira – Turismo
SOES - Faculdades Objetivo
Colaboradores
Arcelino Teixeira Santiago – Graduando Engenharia
Elétrica/UFG
Fernanda Franco Bueno Bucci - Ecóloga
Apoio operacional
Rosalmiro de Almeida – Motorista/UFG
Reinaldo Pereira – Motorista/UFG
Valtuir da Silva Cardoso – Motorista/UFG
Processo SEI IPHAN
Portaria n. 93, de 22 de maio de 2002, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Ano da Pesquisa
2002
Relatório do Projeto de Pesquisa
MARTINS, D. C. Caderno de campo do PA-SALV-C/IV, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2002.
Referências Bibliográficas
ROBRAHN GONZÁLEZ, E. M. Os grupos ceramistas pré-coloniais do Centro-Oeste brasileiro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia. São Paulo, 6:83-121, 1996.
SCHMITZ, P. I.; WÜST, I.; COPÉ, S. M. THIES, U. M. E. Arqueologia do Centro-Sul de Goiás – uma fronteira de horticultores indígenas do Centro do Brasil. Pesquisas, Antropologia 33. Instituto Anchietano de Pesquisas, São Leopoldo. 1982.
Registros Fotográficos
Fotos de campo, paisagem e vegetação do sítio, conjuntos tipológicos e peças expositivas.
Objetos com potencial didático e expositivo
Cerâmica: 02.125.029 a 02.125.035; 02.125.038 a 02.125.047; 02.125.052; 02.125.053 e 02.125.059.
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dra. Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
2002
Responsável pelo preenchimento
Gustavo Furlaneto Silva






