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Figueira
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Imagem 1. Fotografia aérea sítio Figueira -
Imagem 2. Sítio implantado em terraço fluvial -
Imagem 3. Tipos de lábio -
Imagem 4. Tipos de base -
Imagem 5. Tipos de decoração plástica -
Imagem 6. Conjunto Cerâmico -
Imagem 7. Conjunto Lítico
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Figueira
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Segunda Região Arqueológica da Área Tocantins (GO-Ni. - Niquelândia)
Zona Arqueológica
Ni.c
Estado
Município
Georreferenciamento
UTM: E 815.111m / N 8.499.984m
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
Localizava-se na margem esquerda do Rio Tocantins, em amplo terraço fluvial, alçado 10 metros acima do nível de base local. A área inseria-se no macro compartimento geomorfológico do Planalto do Alto Tocantins e na meso unidade do Complexo Veadeiros-Araí. No seu entorno são encontrados morros interdigitados, de topo semi-aplainado e vertentes com declividade moderada. Muitos dos vales do seu entorno são preenchidos por depósitos pelíticos. A camada superficial do solo é de cor marrom-acinzentada, textura fina/média, argilo-arenoso, compacto, bem drenado, com mosaicos dispersos de solo de cor cinza, pouco espesso, provavelmente relíquias de solo orgânico que resistiram a ação antrópica do desmatamento da cobertura vegetal original, constituída por floresta estacional semi-decídua e cerrado denso. Toda a área era utilizada como pastagem no período da pesquisa.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
3.361,30
Descrição do Sítio Arqueológico
Sítio lito-cerâmico, classificado como destruído, a céu aberto, com presença de fragmentos cerâmicos, na
maioria localizados na superfície, frágeis e quebradiços. Visibilidade reduzida em função da distribuição
vegetacional e do relevo serrano. Implantado em terraço fluvial, em contato com a superfície aplainada, com
a presença de nichos de pavimento detrítico, morrotes de topo arredondado. A distribuição dos testemunhos na superfície do terreno permitiu visualizar parcela de um sítio em forma ovalar, cuja função, provavelmente, fosse de um assentamento mais assíduo.
Categoria
Unicomponencial | Lito-cerâmico | Pré-colonial
Sítios relacionados
Ipê-roxo GO-Ni.230; GO-Ni.222 – Sítio Acácia; GO-Ni.225 – Sítio Angico;
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
Sítio lito-cerâmico, a céu aberto, classificado como destruído e que, após o enchimento do reservatório da UHE Cana Brava tornou-se submerso. O entorno do sítio oferecia recursos para atividades mineratórias, para a caça e a coleta, constituídos por pavimentos detríticos e depósitos de argila provenientes dos terraços do Rio Tocantins e pela presença de floresta estacional semidecídua e cerrado denso. A área possuía pastagem extensiva com presença de animais.
Água mais próxima e distância (m)
Rio Tocantins (50m)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Coleta de superfície | Corte estratigráfico | Registro | Sondagem
Descrição dos Conjuntos
A análise do material cerâmico abrangeu 404 fragmentos classificados em parede, borda e base. O estudo morfológico da parede identificou paredes convexas, côncavas e angulares. Foi registrado, também, um furo de suspensão em parede convexa. O tipo das bordas estiveram distribuídas entre o simples e o reforçado. O
lábio da borda indicou os tipos arredondado, apontado e plano. A decoração dos vasos, observada no material cerâmico, compreendeu o engobo e a decoração plástica do tipo inciso. O engobo ocorreu na face externa ou em ambas as faces, simultaneamente. E o inciso esteve representado por uma linha contínua que contorna o vaso
pela face externa da borda. Os Sítios Figueira, Acácia e Angico podem indicar uma variante regional, estando a presença do elemento Uru, remetendo a contato entre grupos de produção ceramista distinta.
Acerca do conjunto lítico constitui-se de 3 fragmentos e 1 lasca bruta, feitos com quartzo leitoso 1 (25%)
quartzito 3 (75%).
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
404
Lítico
4
Classificação Cultural
Tradição Uru
Fases
Não identificado
Informações Etnográficas/Arqueológicas
Os utensílios líticos foram confeccionados utilizando-se principalmente seixos de quartzito, provenientes de cascalheiras distantes, aproximadamente, 350 metros da área core do sítio. A enorme quantidade de cerâmicas encontradas deve-se ao fato de ocorrerem próximo ao sítio, aproximadamente 600 metros, depósitos de argilas de grandes dimensões. A trincheira T1 apresentou fragmentos cerâmicos até a profundidade de 20cm. Atendendo a metodologia adotada na fase de escavação, para comprovação de ocorrência de material arqueológico abaixo da superfície, foram abertos 34 cortes de verificação, com dimensão de 50x50x50cm distanciados entre si por 10 metros e uma trincheira com 100x50x20 cm.
Datações
Não consta
Número de Registro
Cerâmica
99.089.001 a 99.089.404
Lítico
99.089.001 a 99.089.004
Estado de Conservação
Regular
Descrição de conservação
Os materiais arqueológicos, que constataram a presença de sítio, caracterizam-se por líticos e cerâmica. Apresentavam-se em pequenas concentrações, na maioria em superfície, estando o material cerâmico
fragmentado e o lítico em quantidade reduzida em relação ao cerâmico. Não foi possível identificar a forma do assentamento, em função do seu estado de conservação. A área, atualmente, é utilizada para pastagem extensiva, com presença de gado. A distribuição dos testemunhos, na superfície do solo, permite visualizar parcela de um
sítio de forma ovalar, cuja função, provavelmente, fosse de um assentamento permanente.
Coordenador(a) do Projeto
Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
CONSULTORIA
José Luiz de Morais
Arqueólogo – Museu de Arqueologia e Etnologia/ USP
ARQUEÓLOGA
Dilamar Candida Martins
Departamento de Ciências Sociais/Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia/ Museu Antropológico /UFG
ASSESSORIA CIENTÍFICA
Judite Ivanir Breda
Museóloga – UFG
EDIÇÃO DE TEXTO
Sheila Dayan Gomes Beltrão
Secretária Executiva Bilíngüe – PA-SALV-CB
EDIÇÃO DIGITAL
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno
Engenheiro Cartógrafo – PA-SALV-CB
DIGITAÇÃO
Paulo Borges Costa
Digitador – PA-SALV-CB
Processo SEI IPHAN
Portaria n. 54/99 (Anexo ao contrato no 001/99 - CEM/UFG/MA).
Ano da Pesquisa
1999
Relatório do Projeto de Pesquisa
Projeto de Salvamento Arqueológico da UHE de Cana Brava/GO (PA-SALV-CB)
Referências Bibliográficas
MARTINS, D. C. III Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 1999, p.45
MARTINS, D. C. IV Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2000, p.27
MARTINS, D. C. VII Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2001, p.52
MARTINS, D. C. Relatório Técnico Científico Trimestral do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia,
(outubro/2000), p.108
MARTINS, D. C. Relatório Técnico Científico Anual 1999/2000 do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia,
2000, p.109
Registros Fotográficos
Imagem 1 - Fotografia aérea sítio Figueira; Imagem 2 - Sítio implantado em terraço fluvial; Imagem 3 - Tipos de lábio; Imagem 4 - Tipos de base; Imagem 5 - Tipos de decoração plástica
Objetos com potencial didático e expositivo
Conjunto Cerâmico: 00.089.039; 00.089.041; 00.089.042; 00.089.044; 00.089.045 e 00.089.047.
Conjunto Lítico: 99.089.001; 99.089.002; 99.089.003 e 99.089.004.
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
1999
Responsável pelo preenchimento
Gustavo Furlaneto Silva








