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Curicaca
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Imagem 1. Contexto de ambientação -
Imagem 2. Mapa de localização do sítio Curicaca -
Imagem 3. Mapa tridimensional do sítio Curicaca -
Imagem 4. Conjunto cerâmico do sítio Curicaca
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Curicaca
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Terceira Região Arqueológica da Área Paranaíba (GO-Ca. - Catalão)
Zona Arqueológica
Ca.h
Estado
Município
Georreferenciamento
22L 777.244E/8.198.916N
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
O sítio Curicaca localiza-se em ampla superfície de aplainamento, interposto no interflúvio formado pelo Córrego Cervo do Salta Pau e o Córrego Chapéu do Sol, afluentes da margem esquerda do Rio Corumbá, em altitude de 842,2m em relação ao nível de base local. O sítio Curicaca está posicionado em um micro compartimento de superfície plana em zona de transição com as vertentes de um alinhamento serrano com direção SE/NO, que se comporta como centro dispersor dos córregos e ribeirões que drenam para a margem esquerda do Rio Corumbá.
O terreno apresenta solo vermelho areno-siltoso de textura fina-média, muito profundo. No horizonte superficial ocorre uma estreita camada de solo cinza-amarelado, conseqüência da incorporação de matéria orgânica. A fitofisionomia local foi alterada por ação antrópica correspondente ao emprego de maquinário agrícola no preparo do solo. À época da pesquisa, o local encontrava-se preparado para pastagem. O entorno do sítio apresenta características de cerradão (Martins, 2004).
Área do Sítio Arqueológico (m²)
23.845,50 m²
Descrição do Sítio Arqueológico
O sítio arqueológico foi implantado na hidrografia regional do Rio Corumbá, a céu-aberto, na geologia regional do Complexo Goiano – Grupo Araxá. Localiza-se em um segmento de superfície de aplainamento em ampla área de topo plano com características de área de pedimentação em contato, pelo lado Noroeste, com alinhamento serrano, topo plano e encostas com declividade entre 5% e 8%. A área de implantação do sítio, à época da pesquisa, já se apresentava bastante alterada e revolvida por maquinário e preparada para a agricultura e a pecuária. O uso atual dado ao terreno diminuiu a perspectiva da pesquisa e o nível da informação arqueológica, na medida em que acentuou a fragmentação irregular dos testemunhos. O sítio lito-cerâmico foi considerado, de acordo com a classe de conservação de sítios, como destruído. A distribuição espacial do sítio ficou comprometida em conseqüência do aproveitamento atual da área para pastagem e cultivo. A forma e a dimensão do espaço habitacional foram, também, prejudicadas devido às ações antrópicas. O material foi carreado por maquinário e depositado nos leirões construídos. As medidas – completa ou parcial – não puderam ser tomadas pelo deslocamento provocado por equipamentos. O trabalho no sítio foi encerrado na etapa de prospecção, com intervenções de pequeno porte (Martins, 2004).
Categoria
Cerâmico | Unicomponencial
Sítios relacionados
Física: GO-Ca.92 – Sítio Tiziu – 0,63Km de distância; GO-Ca.79 – Sítio Garça Branca – 2,00Km de distância; GO-Ca.80 –
Sítio Codorna – 2,35Km de distância.
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
UHE Corumbá IV.
Água mais próxima e distância (m)
Córrego Cervo do Salta-Pau a 421,06m.
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Coleta de superfície | Levantamento topográfico | Registro visual (fotografia e vídeo) e cartográfico das "manchas pretas" que delimitam a aldeia
Descrição dos Conjuntos
Os materiais que caracterizam o sítio arqueológico corresponderam, exclusivamente, a fragmentos de cerâmica. Os testemunhos foram coletados em superfície, através de procedimento sistemático. A amostra cerâmica do sítio compõe-se de 38 fragmentos de paredes, dois fragmentos de bordas e um de base (Melo et al., 2003).
Material cerâmico: 38 fragmentos de paredes, dois fragmentos de bordas e um de base. O estudo morfológico das paredes ressaltou 35 casos de curvatura convexa e 3 casos de côncava. As bordas foram observadas segundo a forma, o tipo e o lábio. Para as quais, foram indicados os seguintes resultados: a forma infletida, o tipo simples e o lábio arredondado. A base, de tamanho reduzido, apresentou perfil plano-convexo. A técnica de manufatura compreendeu ao roletado, sendo identificada em 28 casos, o que perfaz 68,29% da amostra. Os fragmentos de manufatura não identificada representaram 13 casos, ou seja, 31,71% do total. O tratamento dado à superfície dos vasos correspondeu ao alisamento, observado em cem por cento da amostra. A queima foi identificada em fratura recente das peças. A queima incompleta apresentou na maioria do material, sendo observada em 39 fragmentos, perfazendo 95,12% dos casos. A queima completa foi registrada em 02 fragmentos, o que correspondeu a 4,88% do total. A cor da superfície cerâmica foi obtida por meio do código Munsell Soil Color Charts (1994). Foram nove as cores identificadas, as quais abrangem os tons avermelhados, brunados e acinzentados (Melo et al., 2003).
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
45
Classificação Cultural
Tradição Aratu
Informações Etnográficas/Arqueológicas
O material cerâmico foi considerado pouco representativo, quanto à caracterização morfológica, para vincular a indústria local às tradições ceramistas, no entanto, os aspectos tecnológicos, por sua vez, correspondem aos apresentados pela Tradição Aratu, especialmente no que tange ao uso de argila composta por areia de grãos médios ou grossos e, pela ocorrência minoritária do tempero cariapé no material, o que corrobora com estudos anteriores da região sudeste de Goiás com indicações de ocupações pretéritas por grupos ceramistas de tradição Aratu (Melo, 2003).
Fases
Não identificado
Datações
O material não apresentou bom estado para estudos de datação.
Número de Registro
Cerâmica
03.136.001 a 03.136.045
Estado de Conservação
Ruim
Descrição de conservação
O material do sítio Curicaca não apresenta boa conservação em sua maior parte.
Coordenador(a) do Projeto
Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
EQUIPE TÉCNICA-CIENTÍFICA DO PROJETO
Bolivar Quirino Martins – Agrimensor/Topógrafo
Cláudia Adriana Bueno da Fonseca – Geógrafa
Cleomar Gomes Nogueira – Servidor Técnico
Dilamar Candida Martins – Arqueóloga
Judite Ivanir Breda – Museóloga
Leôncio Pedrosa Lima – Ecólogo
Loçandra Borges de Moraes – Geógrafa
Ludimilia Justino de Melo Vaz – Esp. em Arqueologia
Marina Alves de Oliveira Marques – Servidora Técnica
Michelle Mendonça Corrêa – Eng. Civil
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno – Eng. Cartógrafo
Paulo Borges Costa – Técnico em Videografia
Rejane Alves de Oliveira – Socióloga
Roberto Luiz Franco Bucci – Geógrafo
Rogério Sales de Andrade – Geógrafo
Rosirene Rodrigues dos Santos – Antropóloga Visual
Rute de Lima Pontim – Arqueóloga Júnior
Sheila Dayan Gomes Beltrão – Secretária Executiva
Bilíngüe
Veter Quirino Martins – Técnico em Fotografia
Weylla Bento de Oliveira – Letras
Estagiários
Fábio Carneiro Lobo – Sensoriamento Remoto
CEFET/GO
Tatyana Beltrão de Oliveira – Turismo
SOES - Faculdades Objetivo
Colaboradores
Arcelino Teixeira Santiago – Graduando Engenharia
Elétrica/UFG
Fernanda Franco Bueno Bucci - Ecóloga
Apoio operacional
Rosalmiro de Almeida – Motorista/UFG
Reinaldo Pereira – Motorista/UFG
Valtuir da Silva Cardoso – Motorista/UFG
Ano da Pesquisa
2002-2004
Relatório do Projeto de Pesquisa
UHE Corumbá IV: da arqueologia pré-colonial aos dias atuais. Universidade Federal de Goiás / Museu Antropológico / Laboratório de Arqueologia, Goiânia, 2004.
Referências Bibliográficas
MARTINS, D.C. UHE Corumbá IV: da arqueologia pré-colonial aos dias atuais. UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2004.
Registros Fotográficos
Fotos de campo, paisagem e vegetação do sítio, conjuntos tipológicos e peças expositivas.
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
2002
Responsável pelo preenchimento
Juliana Romualdo





