-
Corruíra
- Voltar
-
Imagem 1. Corte de Verificação 3 -
Imagem 2. Fragmentos de objeto cerâmico identificados no sítio -
Imagem 3. Localização do sítio -
Imagem 4. Decoração plástica. -
Imagem 5. Reconstituição hipotética -
Imagem 6. Conjunto Cerâmico -
Imagem 7. Conjunto Lítico
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Corruíra
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Terceira Região Arqueológica da Área Paranaíba (GO-Ca. - Catalão)
Zona Arqueológica
Ca.f
Estado
Município
Georreferenciamento
UTM: E 815.352 / N 8.178.359 (Fuso 22)
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
A geologia local e regional é constituída por rochas do Grupo Araxá do Proterozóico Inferior e Médio onde dominam litotipos de xistos verdes, micaxistos e migmatitos, intercalando-se com a presença de quartzitos, lentes de calcário e anfibolitos. Ocorrem seqüências de baixo grau de metamorfismo, com acentuada variação de rochas metamórficas. A topomorfologia no âmbito do Sítio Corruíra corresponde às feições de uma rampa de pedimentação, com baixa declividade em direção a um segmento embutido em forma de depressão, onde se formou uma extensa várzea, alagadiços, brejos e uma lagoa. Essa diversidade litológica está diretamente ligada a uma estrutura tectônica caracterizada por dobramentos e falhamentos de empurrão. A paisagem geomorfológica regional e a área pontual do sítio são caracterizadas pelo macro compartimento do Planalto do Alto Tocantins-Paranaíba. Esse planalto engloba relevo diferenciado onde se intercalam formas convexizadas e superfícies aplanadas com fisionomia de chapadas ou chapadões, com bordas festonadas resultantes dos processos erosivos regressivos pelo entalhe do sistema de drenagem. Como área de ambientação as condições fisiográficas ofereceram boas condições para o assentamento de comunidades pretéritas, principalmente para agricultores ceramistas. Atualmente, em virtude da acentuada interferência na paisagem geográfica pela antropização com a chegada do colonizador, as condições ambientais foram totalmente alteradas, com o uso do solo para a agricultura e pecuária.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
20.700
Descrição do Sítio Arqueológico
Sitio de natureza lito-cerâmico, implantado a céu aberto, cujas características atuais o apontam para a classe de sítio destruído. As estruturas internas se caracterizam por concentrações cerâmicas e fragmentos dispersos, localizados no corte de estrada aberta em leito natural. Nas proximidades da área de implantação do sítio foi arado um espaço destinado ao plantio de roça de milho onde o levantamento foi também efetivado, demonstrando ausência de material arqueológico. O material coletado compõe-se por fragmentos cerâmicos originados da superfície e das concentrações cerâmicas e dos testemunhos dispersos e descontextualizados dos seus locais de origem. Os testemunhos cerâmicos registrados na área do sítio se apresentam fragmentados e constituem, na maioria, por vestígios de parede de vasilhames. A matéria-prima usada no processo de produção dos vasilhames cerâmicos deve ter sido obtida no barranco do Rio Corumbá e em depósito de argila e várzea de uma drenagem localizada nas imediações do local de implantação do sítio arqueológico. A mata deve ter ofertado recursos complementares à subsistência dos grupos humanos que se instalaram no lugar. No local observa-se a degradação da vegetação, resultante do processo de desmatamento para uso em carvoaria
Categoria
Unicomponencial | Pré-colonial | Lito-cerâmico
Sítios relacionados
Física: GO-Ca.109 Sítio Sanhaço.
Cultural: GO-Ca.105 Sítio Urutau; GO-Ca.109 Sítio Sanhaço; GO-Ca.130 Sítio Azulão.
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
O sítio localiza-se na área de influência indireta (AII) do AHE Corumbá III. O processo de destruição do sítio arqueológico decorre, principalmente, de ações antrópicas praticadas na área.
Água mais próxima e distância (m)
Rio Corumbá (197,97)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Coleta de superfície | Corte estratigráfico | Escavação de Unidades (1m x 1m) | Registro visual (fotografia e vídeo) e cartográfico | Sondagem
Descrição dos Conjuntos
É predominante no material analisado a cerâmica com tempero cerâmica-moída e argila composta por areia fina ou ausência de areia, característica da Tradição Tupiguarani. Também, fazem parte desta produção o vaso de borda contraída e contorno composto, a decoração por dobra e o uso freqüente do engobo. A matéria-prima utilizada para o lascamento foi o quartzito, que tem como provável ponto de coleta as cascalheiras do Rio Corumbá. Considerando o grau de destruição das estruturas arqueológicas, não foram identificados fragmentos ou detritos que caracterizassem atividades de debitagem.
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
77
Lítico
3
Classificação Cultural
Tradição Tupi-Guarani | Tradição Aratu
Informações Etnográficas/Arqueológicas
A partir da referência da estrada foram delimitados, abertos e escavados cortes de verificação para comprovar ou refutar a hipótese relativa à existência, ou não, de materiais arqueológicos, em espaços de solo sem remoção. Os materiais coletados correspondem a testemunhos cerâicos e líticos, decorrentes das intervenções de pequeno porte realizadas no terreno (coleta de superfície; corte de verificação; abertura de trincheira), compondo a coleção. As sondagens na superfície do solo proporcionaram a observação de vestígios nas camadas estratigráficas.
Fases
Não identificado
Datações
O material coletado não forneceu amostras o suficiente para datação.
Número de Registro
Cerâmica
07.201
Lítico
07.201
Estado de Conservação
Regular
Descrição de conservação
O estado de conservação dos testemunhos comprova a sua exposição à luz e ações naturais a que ficaram sujeitas a partir da abertura de estrada vicinal.
Coordenador(a) do Projeto
Dra. Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
EQUIPE TÉCNICA-CIENTÍFICA DO PROJETO
Bolivar Quirino Martins – Agrimensor/Topógrafo
Cleomar Gomes Nogueira – Servidor Técnico
Dilamar Candida Martins – Arqueóloga
Ludimilia Justino de Melo Vaz – Esp. em Arqueologia
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno – Engenheiro Cartógrafo
Paulo Borges Costa – Técnico em Videografia
Roberto Luiz Franco Bucci – Geógrafo
Rute de Lima Pontim – Arqueóloga
Sheila Dayan Gomes Beltrão – Gerente de Projetos
Veter Quirino Martins – Técnico em Fotografia
Weylla Bento de Oliveira – Letras
Tatyana Beltrão de Oliveira – Turismóloga
Estagiários
Luis Henrique Albernaz Sirico – Ciências Sociais/UFG
Rubens Villar Siqueira – Geoprocessamento – CEFET/GO
RELATÓRIO CONCLUSIVO
Textos
Profa. Dra. Dilamar Candida Martins
Editoração Eletrônica
Sheila Dayan Gomes Beltrão
Mapas
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno
Fotos
Veter Quirino Martins
Desenhos
Ludimilia Justino de Melo Vaz
Gráficos
Tatyana Beltrão de Oliveira
Edição das fotos
Cleomar Gomes Nogueira
Traduções
Maurício Lopes
Processo SEI IPHAN
Portaria no 144, de 23 de julho de 2005, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Ano da Pesquisa
2006
Relatório do Projeto de Pesquisa
Projeto de Salvamento Arqueológico do AHE Corumbá III (PA-SALV-C/III)
Referências Bibliográficas
BUCCI, R. L. F. Relatório geoarqueológico. Sítio Fazenda Gameleira 1 (GO-Ca.110). Goiânia: UFG/MA/LabArq,
outubro de 2007.
COELHO, G. N. Arquitetura rural na região do Rio Corumbá no município de Luziânia. Sítio Fazenda Gameleira 1
(GO-Ca.110). Goiânia, outubro de 2007.
MARTINS, D. C. Sétima campanha de campo. In: Diário de Campo/Projeto de Salvamento Arqueológico do AHE
Corumbá III. Goiânia: UFG/MA/LabArq, maio de 2006.
MARTINS, D. C. Projeto de Salvamento Arqueológico do AHE Corumbá III (PA-SALV-C/III), I Relatório
Técnico- Científico Semestral, estado de Goiás. UFG/MA/LabArq, Goiânia/GO, 2006.
MARTINS, D. C. Projeto de Salvamento Arqueológico do AHE Corumbá III (PA-SALV-C/III), II Relatório
Técnico- Científico Semestral, estado de Goiás. UFG/MA/LabArq, Goiânia/GO, 2007.
Registros Fotográficos
Foto 1 - Localização do sítio; Foto 2 - Corte de verificação 3; Foto 3 - Fragmentos de objeto cerâmico identificados no sítio.
Objetos com potencial didático e expositivo
Conjunto Cerâmico: 07.201.10; 07.201.12; 07.201.25 (7 fragmentos remontam); 07.201.27 (5 fragmentos remontam); 07.201.30; 07.201.33 e 07.201.35.
Conjunto Lítico: 07.201.001 à 07.201.003.
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dra. Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
2007
Responsável pelo preenchimento
Gustavo Furlaneto Silva








