-
Codorna
- Voltar
-
Imagem 1. Paisagem do sítio -
Imagem 2. Vestígios arqueológicos -
Imagem 3. Verifcação de vestígios em superfície -
Imagem 4. Localizção do sítio -
Imagem 5. Conjunto Cerâmico -
Imagem 6. Conjunto Lítico
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Codorna
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Terceira Região Arqueológica da Área Paranaíba (GO-Ca. - Catalão)
Zona Arqueológica
Ca.h
Estado
Município
Georreferenciamento
UTM: E 775772 / N 8197171
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
A geologia regional/local é formada por rochas do Complexo Goiano e Grupo Araxá, onde ocorrem com predominância os litotipos da Formação Paracatu e Ibiá, representados por micaxistos, quartzitos, quartzo-mica-xistos, sericita-xistos, matassíltítios e filitos. A geomorfologia regional dominante é constituída pelo Planalto do Alto Tocantins-Paranaiba com algumas inserções no planalto das Depressões Intermontanas.
A área do sítio compõe ampla superfície de aplainamento, com declive suave para um drenagem intermitente que drena para o Rio das Antas. Na confluência muito próxima do córrego com o rio, está o local onde foram regatados os vestígios cerâmicos em superfície. Na zona de contato ente a superfície de aplainamento com o córrego intermitente, observa-se uma estreita faixa alongada e embutida, com feições de uma planície de sedimentação colmatada e
preenchida por sedimentos argilo-silto-arenoso, da caráter flúvio-coluvial, responsável pela presença de um solo cinza, pouco profundo e provavelmente encharcado durante o período chuvoso, podendo-se considerá-lo como solo hidromórfico.
No entorno, a paisagem geográfica altera-se, com ênfase para a margem esquerda do Rio das Antas, quando se observa a presença de um alinhamento serrano com direção geral Leste-Oeste, topo semi-plano, vertentes recortadas por canais de escoamento concentrado, originando grotas e grotões, que normalmente no período chuvoso captam as águas pluviais e drenam para os coletores principais.
O solo pode ser classificado como Latossolo Vermelho, muito profundo, compacto, pouco permeável, sem estratificação definida, com nódulos de óxido ferroso e argila silícificada. O horizonte superfícial do solo na área do sítio, acha-se muito revolvido, considerando que toda a área vem sendo utilizada pela atividade agrícola.
O uso intensivo de equipamentos agrícolas por muitos anos, descaracterizou as estruturas arqueológicas, podendo-considerar o sitio como destruído, no entanto, quanto as características de ambientação, o local apresenta condições favoráveis para assentamento de comunidades pretéritas, principalmente de agricultores ceramistas.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
15.429,50 m²
Descrição do Sítio Arqueológico
Sítio arqueológico lito-cerâmico, instalado a céu-aberto e, conforme a classe de conservação de sítio, classificado como destruído. As intervenções no sítio, de pequeno e médio porte, caracterizaram as etapas metodológicas de levantamento de campo e de prospecção de sítio. Os testemunhos arqueológicos foram identificados em locais destinados e preparados para o aproveitamento agrícola com rotação de cultura. O solo, na ocasião da pesquisa, havia sido revolvido pela intervenção de equipamentos agrícolas. O contexto de ambientação, caracterizado por uma estreita faixa de mata conservada à margem direita do Rio das Antas, afluente do Rio Corumbá pela sua margem direita, apresenta declive acentuado e visibilidade moderada no entorno. A concentração de fragmentos arqueológicos prevaleceu na parte alta do terreno. Porém, vestígios foram encontrados, também, nas proximidades de uma grota, provavelmente, deslocados do seu local de origem devido ao acentuado declive da área.
Categoria
Lito-cerâmico | Unicomponencial | Pré-colonial
Sítios relacionados
Relação Física:
GO-Ca.79 – Sítio Garça Branca – 0,89Km de distância;
GO-Ca.92 – Sítio Tiziu – 2,11Km de distância;
GO-Ca.93 – Sítio Curicaca – 2,35Km de distância;
GO-Ca.91 – Sítio Acauã – 3,90Km de distância;
GO-Ca.78 – Sítio Fazenda Buriti Madeira – 3,82Km de distância
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
UHE Corumbá IV.
Água mais próxima e distância (m)
Rio das Antas (236,04m)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Coleta de superfície | Registro | Registro visual (fotografia e vídeo) e cartográfico das "manchas pretas" que delimitam a aldeia
Descrição dos Conjuntos
As tigelas e os vasos esféricos de contorno simples identificados no GO-Ca.80 – Sítio Codorna demonstraram semelhanças com os vasilhames da Tradição Aratu e se caracterizam, também, pela argila composta por areia que, ocasionalmente, apareceu associada ao tempero cariapé.
Os materiais arqueológicos que testemunham a ocorrência do sítio constam de fragmentos de vasos cerâmicos e um objeto lítico, que corresponde a uma lasca. O objetivo da análise é caracterizar o processo de produção ceramista local, a fim de estabelecer semelhanças e diferenças entre os sítios lito-cerâmicos localizados na Bacia do Rio Corumbá. A amostra em estudo consta de 107 fragmentos de vasos cerâmicos distribuídos entre 83 paredes, 23 bordas e uma base.
As bordas foram observadas conforme a forma, o tipo e o lábio. Quanto à forma, as bordas apresentaram a forma direta em 13 casos e a forma infletida em dez casos. O tipo da borda compreendeu ao simples e ao reforçado. O tipo simples foi verificado em 22 fragmentos e o reforçado em um fragmento. O lábio das bordas apresentou-se: apontado,
arredondado e plano. A borda de lábio arredondado foi a mais freqüente ocorrendo 19 vezes, enquanto que o lábio apontado foi registrado duas vezes e o plano duas vezes. A base correspondeu a um fragmento de curvatura convexa. Caracteriza-se por um fragmento de tamanho reduzido, identificado pela finalização do rolete que corresponde ao
primeiro de uma seqüência de roletes. A decoração foi representada, exclusivamente, pelo engobo, sendo identificado em dez peças.
A análise do GO-Ca.80 – Sítio Codorna evidenciou atributos morfológicos e tecnológicos, que poderão colaborar com o estudo comparativo dos sítios encontrados na área de abrangência deste projeto de pesquisa, correspondente à área diretamente afetada pelo lago do AHE Corumbá IV.
O estudo morfológico das peças demonstrou o predomínio das paredes convexas em relação às côncavas. As bordas apresentaram, na sua maioria, a forma direta, sendo registrada, ainda, a forma infletida. A borda apresentou, freqüentemente, o tipo simples, ocorrendo o tipo reforçado em baixa freqüência.
O modo de produção dos vasilhames identificou:
1. argila composta por areia de granulometria, predominantemente, fina;
2. ocorrência ocasional do tempero cariapé associado ao carvão misturado à
pasta;
3. técnica de manufatura roletada;
4. espessura da parede variando entre 0,5cm a 2,0cm, estando a maioria os
fragmentos com espessura entre 1,1cm e 1,5cm;
5. tratamento de superfície alisado;
6. queima incompleta predominando em relação à queima completa;
7. cor da superfície em tons brunados ou avermelhados;
A análise da cerâmica do GO-Ca.80 – Sítio Codorna aponta semelhanças com a Tradição Aratu, principalmente no que se caracteriza pelo uso da argila composta de areia, que ocasionalmente vem misturada ao tempero cariapé, e por vasilhames em forma de tigelas e vasos esféricos de contorno simples. Os vasos são, na maioria, de base convexa
e, algumas vezes, decorados com linhas incisas ou engobo vermelho. A argila utilizada na manufatura dos vasos apresenta areia e raramente é temperada com cariapé.
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
107
Lítico
1
Classificação Cultural
Tradição Aratu
Datações
O material não apresentou boa preservação para datação.
Número de Registro
Cerâmica
02.128.001 à 02.128.107
Lítico
02.128.001
Estado de Conservação
Bom
Descrição de conservação
O material do sítio Codorna apresenta bom estado de conservação em sua maior parte.
Coordenador(a) do Projeto
Profa. Dra. Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
EQUIPE TÉCNICA-CIENTÍFICA DO PROJETO
Bolivar Quirino Martins – Agrimensor/Topógrafo
Cláudia Adriana Bueno da Fonseca – Geógrafa
Cleomar Gomes Nogueira – Servidor Técnico
Dilamar Candida Martins – Arqueóloga
Judite Ivanir Breda – Museóloga
Leôncio Pedrosa Lima – Ecólogo
Loçandra Borges de Moraes – Geógrafa
Ludimilia Justino de Melo Vaz – Esp. em Arqueologia
Marina Alves de Oliveira Marques – Servidora Técnica
Michelle Mendonça Corrêa – Eng. Civil
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno – Eng. Cartógrafo
Paulo Borges Costa – Técnico em Videografia
Rejane Alves de Oliveira – Socióloga
Roberto Luiz Franco Bucci – Geógrafo
Rogério Sales de Andrade – Geógrafo
Rosirene Rodrigues dos Santos – Antropóloga Visual
Rute de Lima Pontim – Arqueóloga Júnior
Sheila Dayan Gomes Beltrão – Secretária Executiva
Bilíngüe
Veter Quirino Martins – Técnico em Fotografia
Weylla Bento de Oliveira – Letras
Fábio Carneiro Lobo – Sensoriamento Remoto
CEFET/GO
Tatyana Beltrão de Oliveira – Turismo
SOES - Faculdades Objetivo
Colaboradores
Arcelino Teixeira Santiago – Graduando Engenharia
Elétrica/UFG
Fernanda Franco Bueno Bucci - Ecóloga
Apoio operacional
Rosalmiro de Almeida – Motorista/UFG
Reinaldo Pereira – Motorista/UFG
Valtuir da Silva Cardoso – Motorista/UFG
Processo SEI IPHAN
Portaria n. 93, de 22 de maio de 2002, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Ano da Pesquisa
2002
Relatório do Projeto de Pesquisa
UHE Corumbá IV: da arqueologia pré-colonial aos dias atuais. Universidade Federal de Goiás / Museu Antropológico / Laboratório de Arqueologia, Goiânia, 2004.
Referências Bibliográficas
MARTINS, D. C. Caderno de campo do PA-SALV-C/IV, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2002.
Registros Fotográficos
Fotos de campo, paisagem e vegetação do sítio, conjuntos tipológicos e peças expositivas.
Objetos com potencial didático e expositivo
Cerâmica: 02.128.076 à 02.128.085.
Lítico: 02.128.001.
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Profa. Dra. Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
2002
Responsável pelo preenchimento
Gustavo Furlaneto Silva







