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Carapiá
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Imagem 1. Vista aérea do sítio. -
Imagem 2. Mapa de localização do sítio. -
Imagem 3. Croqui do sítio. -
Imagem 4. Conjunto Cerâmico -
Imagem 5. Conjunto Lítico
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Carapiá
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Segunda Região Arqueológica da Área Tocantins (GO-Ni. - Niquelândia)
Zona Arqueológica
Ni.c
Estado
Município
Georreferenciamento
E: 806.191m N: 8.508.355m Fuso: 22
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
O Sítio Carapiá localiza-se na margem esquerda do Rio Tocantins, em altitude aproximada de 320m em relação ao nível de base local, sendo limitado a norte por uma pequena drenagem intermitente e leste pela Grota do Doutor.
A Geologia Regional é constituída por metassedimentos e anfibolitos intrusivos do Complexo Granítico Granodiorítico do Rio Maranhão. É comum afloramento dessas unidades no leito do Rio Tocantins, nas proximidades do sítio. As feições geomorfológicas compõem a Unidade Regional do Planalto do Alto Tocantins.
A vegetação atual na área caracteriza-se por cobertura antrópica, com uso atual como pastagem, tendo sido também utilizada para cultivo de arroz. Alguns fragmentos de palmeirais podem ser detectados, no entanto, como a espécie dominante é o babaçu (Attalea speciosa), reforça-se o fato da área ter sido desmatada, uma vez que, segundo Ribeiro & Walter (1998), a presença desta espécie parece associar-se fortemente a áreas antropizadas, onde coloniza agressivamente antigas formações florestais desmatadas.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
12.949,37m²
Descrição do Sítio Arqueológico
Sítio lito-cerâmico, a céu aberto, implantado em superfície aplainada, com feições de planície de sedimentação alúvio-coluvial e contígua ao terraço superior, em contato com pedimento, formando um amplo anfiteatro limitado por alinhamento de morros arredondados. Foi classificado, de acordo com a classe de conservação, como sítio destruído, com presença de vestígios lito-cerâmicos removidos, várias vezes, por maquinário agrícola (arado) e pela prática da pecuária.
Categoria
Unicomponencial | Pré-colonial | Lito-cerâmico
Sítios relacionados
Angico GO-Ni.225;
Ipê Amarelo GO-Ni.227.
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
Submerso, UHE Cana Brava
Água mais próxima e distância (m)
Rio Tocantins (50m)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Coleta de superfície | Corte estratigráfico | Registro | Sondagem
Descrição dos Conjuntos
Cerâmico:
Tipo:
Parede - 132
Aplique - 1
Apêndice - 1
Borda - 20
Base - 6
Não identificados - 62
Técnica:
A técnica de manufatura foi observada através das fraturas existentes nas peças. A técnica roletada foi predominante, ocorrendo em 130 fragmentos (58,56%). Duas bases (0,9%) indicaram a técnica modelada. O tamanho reduzido dos fragmentos ou fraturas irregulares causadas por pisoteamento, impediram a observação da técnica de manufatura em 88 fragmentos (39,64%). Foi identificado ainda, a manufatura a partir do torno, registrada em dois fragmentos (0,9%) – uma parede e uma base. A manufatura por torno não pertenceu ao universo das técnicas empregadas para elaboração de vasos, pelos grupos pretéritos em estudo. Fato que remete esta ocorrência a uma manifestação cultural distinta, que corresponde à sociedade nacional. A presença destas peças no contexto do sítio pode indicar contato entre os grupos ou proceder do descarte de utensílios da ocupação atual.
Tempero:
O material agregado à argila corresponde aos componentes de origem vegetal, óssea ou mineral acrescentados à argila com a função de alcançar as condições favoráveis à elaboração do vaso. O cariapé² foi identificado como material agregado à cerâmica do GO-Ni.229 – Sítio Carapiá, tendo sido registrado em 78 fragmentos (35,13%). Os 144 fragmentos que completam o universo do material cerâmico registraram ausência de material agregado à argila.
Composição:
Granulometria da areia:
Ausência de areia - 11
Fina - 63
Média - 136
Grossa - 12
Decoração:
A cerâmica do GO-Ni.229 – Sítio Carapiá apresentou, predominantemente, a superfície lisa. Os elementos decorativos, plástico e pictórico, tiveram ocorrência reduzida.
A decoração plástica registrada no material corresponde aos tipos: ungulado, corrugado, entalhado e impressão de folha. A disposição do elemento decorativo na peça apresenta-se da seguinte forma:
a) O tipo ungulado, ocorreu em duas peças. Caracteriza-se por impressões sucessivas da unha (La Salvia & Brochado, 1989) sobre o lábio de uma borda e sobre um fragmento de aplique.
b) O tipo corrugado, ocorreu em três peças, provavelmente pertencentes a um mesmo vaso. São pressões feitas com a lateral do dedo, de modo sucessivo e espaçado (La Salvia & Brochado, 1989), sobre a superfície externa da borda, formando uma crista.
c) O tipo entalhado foi identificado em uma peça. Trata-se de pequenos e sucessivos cortes (Chmyz, 1976) executados sobre o lábio de uma borda.
d) A impressão de folha foi identificada no fundo de uma base. Caracteriza-se pela marca de um seguimento de raque com ramificações.
e) O tipo de decoração inciso foi identificado em uma peça. A incisão praticada na superfície externa da parede, deve ter sido realizada por meio da extremidade aguçada de um instrumento (Chmyz,1976).
A decoração pictórica, representada pelo engobo preto na face interna, foi registrada em quatro fragmentos.
Queima:
Incompleta - 179
completa - 43
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
226
Lítico
19
Classificação Cultural
Tradição Uru
Fases
Não se aplica.
Informações Etnográficas/Arqueológicas
A indústria lítica não apresentou dificuldades em obter matéria-prima para suas obras, uma vez que nas proximidades do sítio, aproximadamente 300 metros, ocorrem cascalheiras onde podem ser obtidos seixos de xisto e quartzitos, e pavimento detritíco onde são encontrados matacos de anfibolito e gabro.
Datações
Não houve datação do material coletado.
Número de Registro
Cerâmica
99.086.001 a 99.086.226
Lítico
99.086.001 a 99.086.019
Estado de Conservação
Ruim
Descrição de conservação
O estado de conservação do sítio foi classificado como ruim em sua maioria.
Coordenador(a) do Projeto
Coordenador Geral Prof. Dr. José Luiz Domingues; Coordenadora de campo e laboratório: Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
CONSULTORIA
José Luiz de Morais
Arqueólogo – Museu de Arqueologia e Etnologia/ USP
ARQUEÓLOGA
Dilamar Candida Martins
Departamento de Ciências Sociais/Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia/ Museu Antropológico /UFG
ASSESSORIA CIENTÍFICA
Judite Ivanir Breda
Museóloga – UFG
EDIÇÃO DE TEXTO
Sheila Dayan Gomes Beltrão
Secretária Executiva Bilíngüe – PA-SALV-CB
EDIÇÃO DIGITAL
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno
Engenheiro Cartógrafo – PA-SALV-CB
DIGITAÇÃO
Paulo Borges Costa
Digitador – PA-SALV-CB
Processo SEI IPHAN
Portaria n. 54/99 ( Anexo ao contrato no 001/99 - CEM/UFG/MA).
Ano da Pesquisa
1999 a 2001
Relatório do Projeto de Pesquisa
Relatório Técnico Científico Anual 1999/2000 do PA-SALV-CB
Referências Bibliográficas
MARTINS, D. C. II Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 1999, p.60
MARTINS, D. C. III Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 1999, p.45
MARTINS, D. C. IV Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2000, p.27
MARTINS, D. C. VII Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2001, p.52
MARTINS, D. C. Relatório Técnico Científico Trimestral do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, (outubro/2000), p.108
MARTINS, D. C. Relatório Técnico Científico Anual 1999/2000 do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2000, p.109
Registros Fotográficos
Imagem 1 - Fotografia aérea; Imagem 2 - Mapa de localização; Imagem 3 - Croqui; Imagem 4 - Conjunto cerâmico; Imagem 5 - Conjunto lítico
Objetos com potencial didático e expositivo
Conjunto Cerâmico: 99.086.003; 99.086.004; 99.086.005; 99.086.007; 99.086.008 e 99.086.011.
Conjunto Lítico: 99.086.004; 99.086.005; 99.086.006; 99.086.010; 99.086.013 e 99.086.019.
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
1999
Responsável pelo preenchimento
Ian Paixão






