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Bem-te-vi
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Imagem 1. Área de implantação do sítio. -
Imagem 2. Registro de testemunho arqueológico. -
Imagem 3. Mapa de localização do sítio. -
Imagem 4. Planta geral do sítio. -
Imagem 5. Conjunto Cerâmico -
Imagem 6. Reconstituição hipotética de vasilhame
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Bem-te-vi
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Terceira Região Arqueológica da Área Paranaíba (GO-Ca. - Catalão)
Zona Arqueológica
Ca.f
Estado
Município
Georreferenciamento
E: 187.988m N: 8.143.900m Fuso: 23
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
O GO-Ca.97 – Sítio Bem-te-vi localiza-se na margem direita do Córrego Barreirinho, afluente do Rio Corumbá pela sua margem esquerda.
O sítio arqueológico encontra-se na Fazenda Gameleira, de propriedade de Cláudio Caixeta, no município de Luziânia, estado de Goiás.
A topomorfologia local caracteriza-se pela base de uma encosta, em espaço embutido com declividade moderada. A presença de morros residuais que delimitam o espaço embutido propicia uma visibilidade reduzida. Ocorre nas proximidades um canal de escoamento concentrado que forma grota a partir do morro residual que escoa na direção do Córrego Barreirinho.
A fitofisionomia indica presença de remanescentes do cerrado como pequizeiro, baruzeiro, cajueiro, pau d’óleo, pau-terra, barbatimão, carvoeiro, sucupira branca, ingazeiro, dentre outros, em meio à intervenção antrópica caracterizada pela formação de pastagem.
No decorrer dos trabalhos realizados no sítio arqueológicos, detectou-se a presença de roça de pequeno porte com cultivo de milho. A implantação de procedimentos agrícolas (mecanismos de arado), como o registrado no GO-Ca.97 – Sítio Bem-te-vi, interfere na deposição das camadas estratigráficas do solo e por consequência no deslocamento e fragmentação do material arqueológico, prejudicando o estado de conservação do sítio.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
5.585,36m²
Descrição do Sítio Arqueológico
Sítio arqueológico pré-colonial, de natureza lito-cerâmica, assentado a céu-aberto, em área onde foram identificados fragmentos cerâmicos (borda e parede) de tamanho reduzido, friáveis, em pequenas concentrações. O material arqueológico foi registrado na superfície do solo removida por arado e foi georreferenciado no momento da coleta, considerando-se o local em que estava posicionado. Nas proximidades da área de implantação do sítio arqueológico foi encontrada argila de boa qualidade, que pode ter sido usada como fonte de matéria-prima e retirada para a confecção dos vasilhames cerâmicos.
Categoria
Unicomponencial | Pré-colonial | Cerâmico
Sítios relacionados
Física:
GO-Ca.102 Sítio Jacutinga.
Cultural:
GO-Ca.98 Sítio Arara;
GO-Ca.101 Sítio Inhambu;
GO-Ca.102 Sítio Jacutinga;
GO-Ca.103 Sítio Periquito;
GO-Ca.104 Sítio Saracura;
GO-Ca.130 Sítio Azulão.
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
Área destinada - à época da pesquisa - à agricultura, especificamente ao plantio de milho.
Água mais próxima e distância (m)
Córrego Barreirinho (336,52m)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Coleta de superfície | Corte estratigráfico | Registro | Sondagem
Descrição dos Conjuntos
Tipo: A coleção cerâmica do GO-Ca.97 – Sítio Bem-te-vi compõe-se de 120 fragmentos identificados, morfologicamente, segundo sua classe, em borda, parede e base.
As bordas foram classificadas a partir dos atributos, forma, tipo e
lábio, a saber: Forma – Direta (02 fragmentos)/Infletida (05 fragmentos); Tipo – Simples (07 fragmentos); Lábio – Arredondado (07 fragmentos).
As paredes foram subdivididas em paredes côncavas verificadas em três fragmentos, e paredes convexas em 96 fragmentos, nas demais 12 fragmentos não foram identificadas a curvatura da parede em virtude do tamanho reduzido dos testemunhos.
As bases observadas indicaram, na totalidade dos fragmentos (02 testemunhos), o tipo convexa.
Técnica: A técnica de manufatura registrada em 116 fragmentos foi a roletada. Nos demais, quatro fragmentos, não foi possível identificar este atributo, devido às fraturas irregulares.
Tempero: A análise do material indicou presença de carvão e cariapé em seis fragmentos, agregada intencionalmente à argila com a finalidade de reduzir sua plasticidade, permitindo assim, a confecção dos roletes para a modelagem do vasilhame.
Composição: Foi visualizado, também, agregado à pasta, areia de granulometria grossa (29 fragmentos), média (53 fragmentos) e fina (38 fragmentos).
Decoração: O GO-Ca.97 – Sítio Bem-te-vi não apresentou decoração plástica nem engobo na totalidade dos fragmentos.
Queima: Quanto à queima o GO-Ca.97 – Sítio Bem-te-vi apresentou o tipo incompleta em 35 fragmentos e, completa em 85 fragmentos.
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
120
Classificação Cultural
Tradição Aratu
Informações Etnográficas/Arqueológicas
É importante ressaltar que no decorrer dos estudos realizados na área novas informações serão incorporadas aos trabalhos finalizados, provavelmente confirmando a predominância de sítios filiados à tradição Aratu.
No entanto, é importante discutir, dentro desse contexto, a variabilidade da cultura material presente na área do empreendimento Corumbá III. O GO-Ca.97 – Sítio Bem-te-vi evidencia essa variabilidade por meio de uma estreita relação com grupos filiados à Tradição Uru. A presença do antiplástico carvão e cariapé, agregado intencionalmente à pasta, reforça essa discussão.
Fases
Não há
Datações
Não obtidas. O material registrado no sítio arqueológico não ofereceu amostras confiáveis para datação.
Número de Registro
Cerâmica
06.181.001 a 06.181.120
Estado de Conservação
Ruim
Descrição de conservação
O estado de conservação do Sítio Bem-te-vi é classificada como ruim em sua maioria.
Coordenador(a) do Projeto
Dra. Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
EQUIPE TÉCNICA-CIENTÍFICA DO PROJETO
Bolivar Quirino Martins – Agrimensor/Topógrafo
Cleomar Gomes Nogueira – Servidor Técnico
Dilamar Candida Martins – Arqueóloga
Ludimilia Justino de Melo Vaz – Esp. em Arqueologia
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno – Engenheiro Cartógrafo
Paulo Borges Costa – Técnico em Videografia
Roberto Luiz Franco Bucci – Geógrafo
Rute de Lima Pontim – Arqueóloga
Sheila Dayan Gomes Beltrão – Gerente de Projetos
Veter Quirino Martins – Técnico em Fotografia
Weylla Bento de Oliveira – Letras
Tatyana Beltrão de Oliveira – Turismóloga
Estagiários
Luis Henrique Albernaz Sirico – Ciências Sociais/UFG
Rubens Villar Siqueira – Geoprocessamento – CEFET/GO
RELATÓRIO CONCLUSIVO
Textos
Profa. Dra. Dilamar Candida Martins
Editoração Eletrônica
Sheila Dayan Gomes Beltrão
Mapas
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno
Fotos
Veter Quirino Martins
Desenhos
Ludimilia Justino de Melo Vaz
Gráficos
Tatyana Beltrão de Oliveira
Edição das fotos
Cleomar Gomes Nogueira
Traduções
Maurício Lopes
Processo SEI IPHAN
Portaria nº 144 de 23 de julho de 2005 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Ano da Pesquisa
2006
Referências Bibliográficas
BUCCI, R. L. F. Relatório geoarqueológico. Sítio Pintassilgo (GO-Ca.99). Goiânia: UFG/MA/LabArq, outubro de
2007.
MARTINS, D. C. Terceira campanha de campo. In: Diário de Campo/Projeto de Salvamento Arqueológico do
AHE Corumbá III. Goiânia: UFG/MA/LabArq, abril de 2006.
Registros Fotográficos
Fotos de Campo; Atividade arqueológica; Croquis e mapas; Peças expositivas e Conjuntos tipológicos.
Objetos com potencial didático e expositivo
Cerâmica: 06.181.010; 06.181.011; 06.181.065; 06.181.073; 06.181.074
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
2006
Responsável pelo preenchimento
Ian Paixão







