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Arraial do Carmo
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Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Arraial do Carmo
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Segunda Região Arqueológica da Área Tocantins (GO-Ni. - Niquelândia)
Zona Arqueológica
Ni.c
Estado
Município
Georreferenciamento
E: 819.221m N: 8.513.871m Fuso: 22
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
Compartimento morfo-estrutural constituído pelo conjunto montanhoso da Serra do Santo Antônio e Babilônia com topos semi-aguçados e vertentes convexo-côncavo. A drenagem formada pela sub-bacia do Rio do Carmo é moderadamente densa, com padrão paralelo a sub-paralelo. O Rio do Carmo tem como afluentes principais, pela margem direita, o Córrego Sítio Novo e o Córrego Vermelho; pela margem esquerda o Córrego Quimeira. Inúmeros canais de escoamento concentrado formam pequenos córregos intermitentes, profundamente encaixados.
O arcabouço geológico é formado por rochas do Grupo Paranoá, Unidade Rítimica Pelito-Carbonatada, composta por xistos carboníferos e quartzitos. Essas rochas têm a sua arquitetura moldada por movimentos tectônicos do Proterozóico, que formaram meso a macrodobras. Além dessas dobras, esses movimentos foram responsáveis pela concentração elevada de minério de ouro em sulfetos que ocorrem principalmente junto aos xistos grafitosos e quartzitos das zonas de charneiras das dobras.
Com a percolação de água através dessas rochas, o sulfeto dissolve-se e a erosão finda por acumulá-lo junto com outros sedimentos mais pesados, nos aluviões do leito do Rio do Carmo. Nos pavimentos detritícos também se encontram concentrações de minério aurífero.
O Rio do Carmo apresenta canal sub-retilíneo, com diversas quebras de ruptura de declive onde surgem inúmeras corredeiras e pequenas cachoeiras. O rio tem direção geral E-W, com leito rochoso, ajustando-se ao sistema de falhamentos que afetaram o Planalto Central.
O alinhamento serrano constituído pela Serra Santo Antônio e Babilônia, tem direção geral N-S, com altitudes média de 600m. As altitudes decrescem em direção ao vale do Rio Tocantins, formando amplos patamares em cotas altimétricas entre 400 e 500m.
Estes compartimentos aplainados, provavelmente de idade terciária, são revertidos de cerrado e solo predominante de formação dentrítico-laterítico. Afloramentos rochosos e pavimentos detríticos intercalam-se entre pequenos morros isolados.
O solo que predomina nessa região é o litólico, uma vez que a alta declividade das vertentes do morro carreiam a maioria dos materiais intemperizados.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
Não registrado.
Descrição do Sítio Arqueológico
Sítio histórico, de ocupação colonial, caracterizado por estruturas arquitetônicas constituídas por canais,
construídos com rochas e argamassa, típicas de lavras de garimpo de ouro.
Categoria
Histórico | Outro
Sítios relacionados
GO-Ni.224 Arraial São Félix;
GO-Ni.228 Angelim;
GO-Ni.232 Capitão-do-cerrado;
GO-Ni.226 Abrigo Orquídea.
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
UHE Cana Brava
Água mais próxima e distância (m)
Rio do Carmo (200m)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Descrição dos Conjuntos
A coleção constitui uma pá de metal e um objeto metálico não identificado.
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Metal
2
Classificação Cultural
Não se aplica
Fases
Não se aplica.
Informações Etnográficas/Arqueológicas
O sítio do Arraial do Rio do Carmo é resultante da exploração de ouro na época colonial pelos bandeirantes. Foram identificados como vestígios históricos dessa ocupação, valas, regos, barramentos e fornos.
Datações
Não houveram datações dos objetos.
Número de Registro
Metal
00.106.001 e 00.106.002
Estado de Conservação
Ruim
Descrição de conservação
A coleção teve seu estado de conservação classificado como ruim.
Coordenador(a) do Projeto
Coordenador Geral Prof. Dr. José Luiz Domingues; Coordenadora de campo e laboratório: Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
CONSULTORIA
José Luiz de Morais
Arqueólogo – Museu de Arqueologia e Etnologia/ USP
ARQUEÓLOGA
Dilamar Candida Martins
Departamento de Ciências Sociais/Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia/ Museu Antropológico /UFG
ASSESSORIA CIENTÍFICA
Judite Ivanir Breda
Museóloga – UFG
EDIÇÃO DE TEXTO
Sheila Dayan Gomes Beltrão
Secretária Executiva Bilíngüe – PA-SALV-CB
EDIÇÃO DIGITAL
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno
Engenheiro Cartógrafo – PA-SALV-CB
DIGITAÇÃO
Paulo Borges Costa
Digitador – PA-SALV-CB
Processo SEI IPHAN
Portaria n. 27, de 01 de outubro de 2010 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Ano da Pesquisa
1999 a 2001
Relatório do Projeto de Pesquisa
Relatório Técnico Científico Anual 1999/2000 do PA-SALV-CB
Referências Bibliográficas
MARTINS, D. C. II Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 1999, p.60
MARTINS, D. C. Relatório Técnico Científico Anual 1999/2000 do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 1999, p.109
MARTINS, D. C. III Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 1999, p.45
MARTINS, D. C. VII Relatório Técnico Científico do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, 2001, p.52
MARTINS, D. C. Relatório Técnico Científico Trimestral do PA-SALV-CB, UFG/MA/LabArq, Goiânia, (outubro/2000), p.108
Registros Fotográficos
Fotos da vegetação do sítio e peças expositivas.
Objetos com potencial didático e expositivo
Conjunto de Metal: 00.106.002.
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
1999
Responsável pelo preenchimento
Ian Paixão




