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Arara
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Imagem 1. Área de escavação do sítio. -
Imagem 2. Registro de testemunho arqueológico. -
Imagem 3. Mapa de localização do sítio. -
Imagem 4. Planta geral do sítio. -
Imagem 5. Conjunto Cerâmico -
Imagem 6. Conjunto Lítico -
Imagem 7. Reconstituição hipotética de vasilhames.
Metadados
Miniatura
Nome do Sítio Arqueológico
Arara
Sigla do Sítio Arqueológico
Área Arqueológica
Região Arqueológica
Terceira Região Arqueológica da Área Paranaíba (GO-Ca. - Catalão)
Zona Arqueológica
Ca.f
Estado
Município
Georreferenciamento
E:184.890m N:8.146.703m Fuso: 23
Mapa Georreferenciado
Descrição da Área
O GO-Ca.98 – Sítio Arara foi identificado na Fazenda Taquaral, propriedade de Brasílio Caixeta e Maria Caixeta, localizada na margem direita do Ribeirão Taquaral e margem esquerda do Rio Corumbá, no Município de Luziânia – GO.
Na área do sítio, o relevo está caracterizado por superfície de erosão rebaixada por pediplanação. O assentamento situa-se na meia encosta do primeiro patamar de pedimento, com declividade com cerca de 10%, em direção ao Ribeirão Taquaral. O local apresenta visibilidade ampla do entorno. Na margem esquerda do Ribeirão Taquaral, o relevo é movimentado com presença de um alinhamento serrano na direção norte/sul.
As características pedológicas no sítio indicam latossolo vermelho, argilosiltoso, compacto, muito profundo. O substrato corresponde a um pacote homogêneo, sem diferenciação de camadas estratigráficas. Manchas de pavimento detrítico estão associadas ao solo.
A vegetação original na área do sítio é de mata galeria e mata ciliar, porém o uso do terreno para pastagem vem alterando a fitofisionomia local que se encontra recoberta por vegetação rasteira.
Área do Sítio Arqueológico (m²)
27.812,18m²
Descrição do Sítio Arqueológico
O sítio foi classificado, conforme a classe de conservação de registros arqueológicos, como sítio arqueológico pré-colonial, de natureza lito-cerâmica e destruído, com presença de vestígios em tamanho e quantidade reduzidos, devido à abertura de uma estrada vicinal. Na margem e no leito da estrada, sem conservação, foram evidenciados, fora do contexto original, testemunhos cerâmicos de vasilhames (parede e borda). A distribuição espacial do sito (forma e dimensão) foi levantada a partir da topografia das concentrações cerâmicas e das ocorrências de testemunhos dispersos e descontextualizados que compõem o sítio arqueológico pré-colonial. Destaca-se que, o proprietário colaborou, de forma negativa, para a destruição dos testemunhos arqueológicos remanescentes, na medida em que abriu furos, buracos e aplicou raspagem na superfície do solo, de forma a descontextualizar, mais ainda, os vestígios já alterados em virtude da abertura da estrada vicinal e, à procura do “pote de ouro”, conforme colocado por ele mesmo.
Categoria
Unicomponencial | Pré-colonial | Lito-cerâmico
Sítios relacionados
Física:
GO-Ca.111 Sítio Fazenda Gameleira 2;
GO-Ca.115 Sítio Fazenda Taquaral 2.
Cultural:
GO-Ca. 97 Sítio Bem-te-vi;
GO-Ca.101 Sítio Inhambu;
GO-Ca.102 Sítio Jacutinga;
GO-Ca.103 Sítio Periquito;
GO-Ca.104 Sítio Saracura;
GO-Ca.130 Sítio Azulão.
Uso atual da área do Sítio Arqueológico
UHE Corumbá III (submerso).
Água mais próxima e distância (m)
Ribeirão Taquaral (175m)
Coletas e Intervenções Arqueológicas
Coleta de superfície | Corte estratigráfico | Escavação de Superfície Ampla | Registro | Sondagem
Descrição dos Conjuntos
Lítico:
O material lítico coletado no GO-Ca.98 – Sítio Arara constitui-se de 11 fragmentos de rochas de metamorfismo de contato, das quais, uma delas é de quartzo hialino e as demais de quartzo cloritaxisto, coletadas em afloramento de local indeterminado. Estes testemunhos estavam agrupados na Área de Escavação 1 (AE1), fator que levou a pressupor a ocorrência de uma estrutura, porém a falta de evidências – sinais de queima, associação com outros testemunhos – impossibilitou inferências a esse respeito.
Cerâmico:
Tipo: A análise morfológica destacou 145 paredes convexas e seis côncavas. As bordas foram representadas por 23 fragmentos, estando presente ainda uma borda com furo de suspensão e uma borda de vaso duplo. Foram identificadas duas bases convexas.
Técnica: Foram observadas as quebras regulares e os sinais de roletes. Estes identificadores apareceram em 175 fragmentos, compreendendo a 98,31% da amostra. Três peças não apresentaram sinais de rolete, perfazendo 1.69% do total.
Tempero: Verifica-se que a maioria dos testemunhos apresentou o tempero cariapé. Houve frequência em 96 casos, perfazendo 53,93% do total. O cariapé associado à cerâmica-moída foi identificado em cinco casos, ou seja, 2.81% da amostra. As 77 peças que completam o conjunto em análise apresentaram ausência de tempero, o que corresponde a 43,26% do material.
Composição: Foi verificada a presença de areia na composição da argila em diferentes granulometrias. O uso da argila composta por areia de granulometria fina foi predominante, 88 fragmentos apresentaram esta composição, o que correspondeu a 49,44% do total da amostra. A argila com areia de granulometria média foi identificada em 68 fragmentos, ou seja, 38,20% da amostra. Observaram-se, em percentuais reduzidos, cerâmicas compostas por areia de granulometria grossa ou argilosa – sem presença de areia. A areia grossa foi registrada em 19 fragmentos, perfazendo 10,67% do material e a cerâmica argilosa ocorreu em três casos, ou seja, 1,69% do total.
Decoração: Verificou-se a ocorrência de decoração em 19 fragmentos, o que corresponde a 10,7% do material total. As expressões decorativas compreenderam a aplicação de engobo sobre a superfície das paredes e de enegrecimento na face interna. O engobo foi observado na face externa ou nas faces interna e externa, simultaneamente.
As cores do engobo foram identificadas através do código Munsel Color Charts (1994). Na face externa registraram-se em 11 fragmentos, cujas cores são: Amarela-avermelhada (5YR 6/6), em seis casos; Vermelha-amarelada (5YR 5/6), em dois casos; Vermelha (2.5YR 6/6), um fragmento.
O engobo aparece, simultaneamente, nas faces interna e externa, em quatro casos, apresentando a cor amarela-avermelhada (5YR 6/6).
O enegrecimento, realizado com o intuito de impermeabilizar a peça, foi identificado em quatro fragmentos, sendo que em três deles ocorre na face interna na cor preta (5YR 2.5/1). Em um caso o enegrecimento é observado em ambas as faces, na cor preta (2.5YR 6/6).
Queima: Para análise da queima dos vasilhames observou-se a secção transversal dos fragmentos. O núcleo escuro indicou a ocorrência de queima incompleta, abrangendo 124 casos, o que corresponde a 69,66% da amostra. Em 54 fragmentos a secção transversal apresentou cor uniforme sem presença de núcleo escuro, sinalizando queima completa. Este tipo abrangeu 30,34% do total.
Fragmentos/Peças/Conjuntos
Cerâmica
178
Classificação Cultural
Tradição Aratu
Fases
Não há
Datações
790 ± 110 A.P. /760 ± 100 A.P.
Laboratório de Vidros e Datação – Faculdade de Tecnologia de São Paulo – Centro Estadual de Educação Tecnológico Paula Souza – vinculado e associado à UNESP.
Número de Registro
Cerâmica
06.182.001 a 06.182.178
Lítico
06.182.001 a 06.182.011
Estado de Conservação
Ruim
Descrição de conservação
O estado de conservação dos testemunhos é classificada como ruim em sua maioria.
Coordenador(a) do Projeto
Dra. Dilamar Candida Martins
Pesquisadores (as)
EQUIPE TÉCNICA-CIENTÍFICA DO PROJETO
Bolivar Quirino Martins – Agrimensor/Topógrafo
Cleomar Gomes Nogueira – Servidor Técnico
Dilamar Candida Martins – Arqueóloga
Ludimilia Justino de Melo Vaz – Esp. em Arqueologia
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno – Engenheiro Cartógrafo
Paulo Borges Costa – Técnico em Videografia
Roberto Luiz Franco Bucci – Geógrafo
Rute de Lima Pontim – Arqueóloga
Sheila Dayan Gomes Beltrão – Gerente de Projetos
Veter Quirino Martins – Técnico em Fotografia
Weylla Bento de Oliveira – Letras
Tatyana Beltrão de Oliveira – Turismóloga
Estagiários
Luis Henrique Albernaz Sirico – Ciências Sociais/UFG
Rubens Villar Siqueira – Geoprocessamento – CEFET/GO
RELATÓRIO CONCLUSIVO
Textos
Profa. Dra. Dilamar Candida Martins
Editoração Eletrônica
Sheila Dayan Gomes Beltrão
Mapas
Nilton Ricetti Xavier de Nazareno
Fotos
Veter Quirino Martins
Desenhos
Ludimilia Justino de Melo Vaz
Gráficos
Tatyana Beltrão de Oliveira
Edição das fotos
Cleomar Gomes Nogueira
Traduções
Maurício Lopes
Processo SEI IPHAN
Portaria nº 144 de 23 de julho de 2005 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Ano da Pesquisa
2006
Referências Bibliográficas
BUCCI, R. L. F. Relatório geoarqueológico. Sítio Pintassilgo (GO-Ca.99). Goiânia: UFG/MA/LabArq, outubro de
2007.
MARTINS, D. C. Terceira campanha de campo. In: Diário de Campo/Projeto de Salvamento Arqueológico do
AHE Corumbá III. Goiânia: UFG/MA/LabArq, abril de 2006.
Registros Fotográficos
Fotos de Campo; Atividade arqueológica; Croquis e mapas; Fotografias
Objetos com potencial didático e expositivo
Cerâmica: 06.182.175 a 06.182.178; 06.182.110
Lítico: 06.182.06 a 06.182.09 (estrutura)
Forma de Entrada
Apoio Institucional
Doador/Pesquisador
Dilamar Candida Martins
Coletor/Empresa
Data de entrada
2006
Responsável pelo preenchimento
Ian Paixão








