-
Uluri
- Voltar
Metadados
Miniatura
Nº objeto
79.01.0825
Denominação
Uluri
Autor (a)
Categoria de classificação Berta G. Ribeiro
Origem étnica
Descrição
Uluri constituído de um pequeno triângulo de entrecasca de árvore, cujo o vértice é voltado para baixo, de onde pende um cordel perineal. O triângulo encontra-se suspenso por um cinto de cordões de fibra vegetal torcida, dispostos paralelamente, e que contornam os quadris.
Matéria prima
Técnica de confecção
Data de entrada
1979
País de origem
Modo de aquisição
Compra
Intermediador(a) interno(a)
Informações etnográficas
Peça íntima feminina. Protetor genital feminino.
Karl Von den Steinen (1940, p.89) descreve o uluri como "um pedacinho de cortiça amarelo-parda, dobrado em triângulo e provido de cordéis”.
Eduardo Galvão e Mário F. Simões (1966, p.41) descrevem o uluri como “minúscula tanga de entrecasca”. Os autores indicam o uso da peça como um dos marcadores do padrão cultural característico da região do Alto Xingu, que envolve distintos povos locais. Nesse sentido, assinalam que, em 1949, com base no conceito de área cultural proposto pela Antropologia norte-americana, foi sugerido o nome de "área do uluri" para designar a região.
Designação em língua bakairí, difundida por toda a área do alto Xingu, para uma minúscula tanga feminina. Consta de um triângulo de entrecasca de árvore, medindo os maiores 5,5 cm de largura por 2 cm de comprimento, de cujo vértice, voltado para baixo, pende um cordel perinal. O uluri é suspenso por um outro cordel atado a um cinto de fios que contornam as cadeiras. (Ribeiro,1988)
Estado de conservação
Regular
Observações sobre o estado de conservação:
O cordel apresenta acentuado emaranhamento, torções, desfiamento e numerosos fios soltos, com rompimentos pontuais e desgaste das fibras. O elemento rígido terminal apresenta fissuras, pequenas perdas nas bordas e desgaste superficial, mantendo-se ainda associado ao cordel. Estado de conservação diagnosticado em agosto de 2026.
Observações gerais
Fotografado por Marianna Danesi (2026)
Assistentes de fotografia: Isis Maria (2026)
Edição de imagens: Marianna Danesi (2026)
Trabalho de fotografia e edição de imagens supervisionado por Ana Cristina Santoro (2026).
Referências
Documentação comprobatória do ano de 1979.
Ficha de Localização.
GALVÃO, Eduardo; SIMÕES, Mário F. Mudança e sobrevivência no Alto Xingu Brasil-Central. Revista de Antropologia , 1966, Vol. 14 (1966), pp. 37-52. Disponível em https://etnolinguistica.wdfiles.com/local--files/biblio%3Agalvao-1966-mudanca/Galvao%26Simoes_1966_MudancaSobrevivenciaAltoXingu_JSTOR.pdf. Acesso em 05 jun. 2025.
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
STEINEN, Karl Von den. Entre os aborígenes do Brasil Central. São Paulo: Departamento de Cultura, 1940. Disponível em https://archive.org/details/Steinen1940Entre/page/n113/mode/2up. Acesso em 15 mai 2025.
KAMAIURÁ. Povos Indígenas no Brasil, Instituto Socioambiental, 2021. Disponível em https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kamaiur%C3%A1. Acesso em 28 abr 2025.
Situação
Localizado
Condições de reprodução de imagem
Para utilização das imagens é obrigatório a citação do autor da fotografia (informação no campo “Observações gerais”) e a propriedade do Museu Antropológico. Exemplo: Foto de ............. - Acervo Museu Antropológico/ UFG. O MA/UFG não se responsabiliza por edições e usos que venham a difamar a propriedade intelectual da imagem.





