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Cocar
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Metadados
Miniatura
Nº objeto
E2023.01.01
Denominação
Cocar
Denominação na língua materna
Autor (a)
Data de confecção do objeto
Janeiro de 2023
Categoria de classificação Berta G. Ribeiro
Origem étnica
Autoidentificação
Descrição
Artefato plumário composto de penas que são encaixadas em uma estrutura em arco. Possui penas longas na porção superior, em coloração azul, e penas dispostas lateralmente em sequência semicircular, nas cores rosa e preta. A estrutura central apresenta revestimento claro com grafismos geométricos lineares em preto. Possui amarrações em fibra vegetal para fixação e sustentação.
Matéria prima
Algodão | cera | fibras vegetais | penas | tintas vegetais
Data de entrada
29/06/2023
Aldeia/ Comunidade
Estado de origem
País de origem
Modo de aquisição
Compra
Intermediador(a) interno(a)
Intermediador(a) externo(a)
Informações etnográficas
O rurina é usado pelos bodu, jovens que ja passaram pelo processo de iniciação masculina, mas que ainda não se casaram.
As penas usadas são de arara azul, colhereiro (rosa) e jaburu (preta). Para a confecção do objeto Waixa comprou as penas de arara de outros indígenas Iny da região da foz do Rio Tapirapé (aldeia Itxala), as penas de colhereiro foram compradas na própria aldeia Fontoura e as penas de jaburu lhe foram dadas por seu genro. A dificuldade de encontrar penas na região de sua aldeia faz com que cada vez seja mais comum o intercâmbio de penas no Rio Araguaia.
O rurina foi usado pelo neto de Waixa, Wahurinawi, no Hetohoky de 2023.
A estrutura do cocar é feita com fibras de tucum arqueadas, revestidas com argila branca e cera de abelha. O grafismo feito sob essa estrutura recebe o nome de Tyreheroko e foi feito pela mãe de Wahurinawi, de nome Kuririki. A tinta usada na pintura é a mesma tinta usada na pintura das Ritxokoo/Ritxoo, com mistura de carvão.
Da estrutura pende um trançado fibra de buriti usado para dar sustentação ao cocar, parte deste trançado é pintado de preto com a secreção de um fruto chamado Bydurari.
Waixa tem atualmente 59 anos, e demorou cerca de 10 dias para terminar o cocar. Ele aprendeu a fazer os enfeites masculinos apenas olhando os mais velhos fazerem.
Estado de conservação
Bom
Observações gerais
Fotografado por Mayara Monteiro (2026).
Assistentes de fotografia: Isis Maria e Marianna Danesi.
Edição de imagens: Isis Maria.
Referências
Conversa com Waixa Karajá no momento da concretização da venda. Conversa mediada do Lucas Yabagata e Mayara Monteiro na Coordenação de Museologia do MA/UFG. Aconteceu no dia 29/06/2023
Situação
Localizado
Condições de reprodução de imagem
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