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Cesto
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Metadados
Miniatura
Nº objeto
69.01.031
Denominação
Cesto
Denominação na língua materna
Autor (a)
Categoria de classificação Berta G. Ribeiro
Origem étnica
Autoidentificação
Descrição
Cesto-cargueiro gameliforme, confeccionado em trançado sarjado. Possui borda reforçada com acabamento tipo Xingu, arrematada em aro roliço envolto com fita de fibra vegetal. No interior da cesta, há uma armação composta por varetas de madeira roliça dispostas longitudinalmente e cruzadas por duas varetas transversais, além de quatro laterais que sustentam as paredes do cesto. Essa estrutura é fixada por costura em fio de fibra vegetal na cor natural, formando desenhos losangulares conhecidos como yaná pitalá (“desenho, peixe pacu”) (Ribeiro, 1985). Nas quatro pontas da base, há adornos pendentes feitos com fios de fibra vegetal em cor natural. A peça possui duas alças cruzadas de cordel de fibra vegetal, presas à borda.
Matéria prima
Técnica de confecção
Dimensões
Altura (cm)
55
Largura (cm)
57
Data de entrada
14/11/1969
Estado de origem
País de origem
Modo de aquisição
Doação
Intermediador(a) interno(a)
Intermediador(a) externo(a)
Informações etnográficas
Transporte e depósito. Transporte de mandioca.
B. Ribeiro (1985) discorre sobre esse tipo de cesto em sua obra dedicada aos trançados indígenas. A autora destaca o trabalho de alguns antropólogos que comentam o uso desse utensílio e aponta distintas denominações atribuídas por diferentes povos da região xinguana, adotando o termo mayáku para se referir a esse tipo de cestaria. Entre suas observações sobre a utilização e a confecção do objeto, afirma: “O mayáku é a obra mais elaborada da cestaria xinguana. É trançado pelos homens para uso das mulheres, que o empregam no transporte da mandioca da roça, do pequi e de seus pertences, durante as viagens. É provido de duas alças cruzadas de cordel de buriti, presas à borda para pendurar e levantar. Carregam-no sobre uma rodilha na cabeça” (Ribeiro, 1985, p. 151).
Informações relevantes sobre o trançado do cesto, bem como aspectos da confecção e do uso desse tipo de objeto, podem ser encontradas na publicação de M. Shmidt (1942). O autor descreve uma peça semelhante, obtida junto ao povo Bakairi (autodenominado Kurâ, conforme o Instituto Socioambiental – ISA), e afirma que esse tipo de cesto “é comumente espalhado nas cabeceiras xinguenses e usam-no no interior das habitações, para guardar toda sorte de utensílios” (Shmidt, 1942, p. 299).
Estado de conservação
Bom
Observações gerais
Fotografia (2025): Lucas Yabagata.
Assistente de Fotografia (2025): Mayara Monteiro.
Edição de imagens (2025): Kárita Soares.
Referências
Documentação comprobatória do ano de 1969 e dossiê museológico do objeto.
KAMAIURÁ. Povos Indígenas no Brasil, Instituto Socioambiental, 2021. Disponível em https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kamaiur%C3%A1. Acesso em 28 abr 2025.
RIBEIRO, Berta Gleizer. A Arte do trançado dos índios do Brasil: um estudo taxonômico. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi; Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Folclore, 1985.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
SHMIDT, Max. Estudos de Etnologia Brasileira: Peripécias de uma viagem entre 1900 e 1901. Seus resultados etnológicos. Trad. de Catarina Baratz Cannabrava. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1942.
Situação
Localizado
Condições de reprodução de imagem
Para utilização das imagens é obrigatório a citação do autor da fotografia (informação no campo “Observações gerais”) e a propriedade do Museu Antropológico. Exemplo: Foto de ............. - Acervo Museu Antropológico/ UFG. O MA/UFG não se responsabiliza por edições e usos que venham a difamar a propriedade intelectual da imagem.






