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Borduna
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Metadados
Miniatura
Nº objeto
79.01.0418
Denominação
Borduna
Autor (a)
Categoria de classificação Berta G. Ribeiro
Origem étnica
Descrição
Borduna talhada em peça única de madeira, composta por haste longa de seção circular, levemente afilada em direção à extremidade distal. A extremidade ativa apresenta forma cilíndrica espessada, com topo plano destinado ao impacto. A porção proximal da haste é revestida por trançado de fibras vegetais em padrão geométrico de losangos e linhas angulares nas cores natural e escura, delimitado por anel de fibra vegetal e cinto de separação entalhado entre o cabo e corpo da arma . A superfície da madeira exibe estriamento longitudinal decorrente de entalhe.
Matéria prima
embira | fios de algodão | madeira | taquari
Técnica de confecção
Dimensões
Altura (cm)
127
Diâmetro (cm)
16
Data de entrada
1979
País de origem
Modo de aquisição
Compra
Intermediador(a) interno(a)
Estado de conservação
Bom
Observações sobre o estado de conservação:
Estrutura íntegra e estável, sem fraturas ou rachaduras aparentes. O revestimento trançado encontra-se preservado, mantendo a integridade dos padrões geométricos, embora apresente discreto afrouxamento e desgaste localizado em alguns pontos. Observam-se abrasões superficiais, escurecimento natural da madeira, pequenas marcas de uso e leve arredondamento das arestas resultante do envelhecimento e manuseio. O anel de fibra vegetal permanece preservado e funcional. Estado de conservação diagnosticado em junho de 2026.
Observações gerais
Sobre a definição de Borduna:
"Termo genérico atribuído a todas as armas contundentes feitas de madeira dura usadas para bordoar. [...] A extremidade distal varia entre arredondada, afilada, cavada. É levada para matar ratos, cobras, onças e, sobretudo, nas investidas guerreiras. [...] Para fins descritivos, distinguem-se, na borduna, o cabo, o cinto de separação entre o cabo e o corpo da arma, o segmento superior, o inferior e a extremidade basal. [...] As bordunas são classificadas segundo o corte transversal da metade inferior do corpo da peça, primordialmente. Subsidiariamente, levam-se em conta algumas características marcantes que dizem respeito à forma e à decoração." (RIBEIRO, 1988)
Sobre autoidentificação:
Em texto publicado no Anuário das Atividades do Serviço de Proteção aos Índios de 1954, assinado por Cláudio e Orlando Villas-Bôas, indica-se que os Txukahamãi se autodenominam “Metotire”. Em laudo técnico publicado, Bruna Franchetto (1987) afirma que “Txukarramae” é a denominação pela qual os indígenas “Mekragnoti” são conhecidos. Também em laudo técnico, Eugênio Gervásio Wenzel (1998), assinala como sinônimos as denominações “Txukarramãe” e “Metuktire”.
Nenhuma das denominações possui página no site do Instituto Socioambiental (ISA).
Finalmente, constatou-se nas pesquisas que esse grupo está vinculado aos Kayapó. Nesse sentido, Franchetto (1987, p.121) assinala que a história desse povo “é complexa e deve ser vista do interior da história mais ampla dos Kayapó setentrionais”.
Referências
Documentação comprobatória do ano de 1979 e dossiê museológico do objeto.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
VILLAS-BOAS, Cláudio; VILLAS-BOAS, Orlando. Atração dos índios Txukahamãi. In: SERVIÇO DE PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS (Brasil). SPI 195ª: Anuário das atividades do Serviço de Proteção aos Índios. Rio de Janeiro: Ministério da Agricultura, 1955. p. 79–88. Disponível em http://www.etnolinguistica.org/biblio:simoes-1955-spi1954.
FRANCHETTO, Bruna. Laudo antropológico – A ocupação indígena da região dos formadores e do alto curso do rio Xingu (Parque Indígena do Xingu). [S.l.], abr. 1987.
WENZEL, Eugênio Gervásio. Laudo Antropológico – Processo nº. 00.2533-0 – 1ªV. Parque Indígena do Xingu, Alto Xingu, 1998.
Situação
Localizado
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