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Boneca(o)
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Fotografado por Patrícia Jorge (2026). 79.01.0045 - 2 MA.JPG -
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Metadados
Miniatura
Nº objeto
79.01.0045
Denominação
Boneca(o)
Denominação na língua materna
Autor (a)
Categoria de classificação Berta G. Ribeiro
Origem étnica
Autoidentificação
Descrição
Cerâmica estatuária com representação de figura humana feminina, em posição sentada, segurando um recipiente cerâmico circular (semelhante a uma tigela) apoiado sobre as pernas. No interior do recipiente, encontra-se a representação zoomorfa de um quelônio (tartaruga/tracajá). A cabeça tem formato cilíndrico e alongado com terminação cônica, recoberta por pigmento escuro. Rosto plano com olhos circulares, nariz em relevo e boca linear. Apresenta tronco verticalizado com braços flexionados em direção ao recipiente. As pernas são representadas de forma compacta e roliça na base. Possui pintura corporal com grafismos na cor preto. O tronco traz padrões de linhas paralelas e oblíquas que formam triângulos e faixas, as coxas e braços são compostos por faixas horizontais e padrões em degraus. O interior do recipiente possui faixas radiais; o casco do animal apresenta padrão quadriculado (estilo xadrez).
Matéria prima
Dimensões
Altura (cm)
18
Data de entrada
1979
País de origem
Modo de aquisição
Compra
Intermediador(a) interno(a)
Informações etnográficas
No contexto de confecção das ritxoko existe sempre uma ceramista modelando uma figura e contando histórias do tempo antigo, rememorando as conquistas dos heróis fundadores, os conflitos com outros grupos étnicos e os mitos que constroem a identidade do grupo. Por isso, elas dizem que fazem as bonecas para ensinarem às crianças e aos jovens as histórias do povo Iny, para eles aprenderem a ser Iny. O formato, as decorações com o grafismo e os enfeites que as bonecas recebem indicam o gênero e a classe de idade. Representam ainda os rituais e os seres sobrenaturais. Atualmente, as principais representações das bonecas cerâmicas são: cenas do cotidiano do trabalho doméstico, pescaria, caçada, cuidados com as crianças, enterro, cenas de rituais, como o hetohoky, dança dos Aruanãs.
Referência: Iny Tkylysinamy Rybèna : arte iny karajá : patrimônio cultural do Brasil / Comunidades Iny Karajá ; organização, Nei Clara de Lima e Rosani Moreira Leitão. – Goiânia : IPHAN-GO, 2019.
Estado de conservação
Ruim
Observações sobre o estado de conservação:
Possui presença de intervenção de restauro no braço esquerdo e nos dedos das mãos que seguram o recipiente. Fratura visível com perda de material na junção do braço com o recipiente. Desgaste na camada pictórica, especialmente na parte superior da cabeça.
Observações gerais
As bonecas Ritxoko receberam do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, em 2012, o título de Patrimônio Cultural do Brasil. Elas estão inscritas como patrimônio imaterial em dois Livros de Registro: dos Saberes e das Formas de Expressão.
Fotografado por: Patrícia Jorge (2026). Assistente de fotografia: Isis Maria (2026). Edição de imagens: Patrícia Jorge (2026).
Referências
Documentação comprobatória do ano de 1979.
Iny Tkylysinamy Rybèna : arte iny karajá : patrimônio cultural do Brasil / Comunidades Iny Karajá ; organização, Nei Clara de Lima e Rosani Moreira Leitão. – Goiânia : IPHAN-GO, 2019.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
Situação
Localizado
Condições de reprodução de imagem
Para utilização das imagens é obrigatório a citação do autor da fotografia (informação no campo “Observações gerais”) e a propriedade do Museu Antropológico. Exemplo: Foto de ............. - Acervo Museu Antropológico/ UFG. O MA/UFG não se responsabiliza por edições e usos que venham a difamar a propriedade intelectual da imagem.






